O governo federal decidiu recuar parcialmente no aumento das tarifas de importação anunciado no início do mês, após forte reação de setores produtivos que alertaram para riscos de encarecimento de equipamentos, insumos estratégicos e tecnologia.
A revisão atinge principalmente produtos classificados como bens de capital e itens de informática e telecomunicações, considerados essenciais para a modernização da indústria e para investimentos em infraestrutura tecnológica no país.
A medida havia elevado o imposto de importação sobre mais de mil produtos, com o argumento de reforçar a arrecadação e ajustar distorções comerciais. No entanto, representantes da indústria, do comércio e do setor de tecnologia argumentaram que a alta poderia afetar diretamente a competitividade nacional, além de pressionar preços ao consumidor.
Com o recuo, parte dos produtos volta a ter alíquota reduzida ou zerada, especialmente nos casos em que não há produção nacional equivalente. A decisão também busca evitar impacto negativo em áreas estratégicas, como data centers, equipamentos industriais e dispositivos eletrônicos.
Nos bastidores, a avaliação é de que o governo optou por calibrar a política tarifária diante da pressão econômica e política, evitando desgaste com setores produtivos em um momento de recuperação gradual da atividade econômica.
A nova resolução passa a valer após publicação oficial e poderá ser reavaliada conforme o cenário fiscal e comercial evoluir.
