A fiscalização do CREA-RJ informou que vai autuar e multar a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos após a morte de um operário durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira, previsto para o próximo dia 2 de maio, na Praia de Copacabana.
A vítima, identificada como Gabriel de Jesus Firmino, morreu no domingo (26) enquanto trabalhava na estrutura do evento. Segundo o CREA-RJ, a empresa para a qual o operário prestava serviço não possui registro no Conselho e também não conta com responsável técnico habilitado para atuar em atividades de engenharia.
De acordo com o órgão, fiscais acompanham a montagem do palco desde o dia 7 de abril e retornaram ao local nesta segunda-feira (27) para apurar as circunstâncias do acidente. A ausência de regularização da empresa foi confirmada durante a vistoria.
O superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, destacou a gravidade da situação e reforçou a necessidade de cumprimento das normas técnicas. Segundo ele, atividades desse tipo envolvem riscos elevados e exigem atuação de profissionais devidamente habilitados para garantir a segurança.
Além da autuação, o CREA-RJ informou que já havia solicitado informações à produtora do evento, a Bônus Track, mas não recebeu todos os dados requisitados. Diante disso, um novo ofício foi encaminhado, exigindo a relação completa das empresas e profissionais envolvidos na montagem e operação da estrutura.
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Entre as informações solicitadas estão dados cadastrais das empresas, contratos firmados, identificação dos responsáveis técnicos e documentação fiscal. O prazo estabelecido pelo Conselho para resposta é de quatro dias.
O caso levanta alerta sobre a fiscalização em grandes eventos e a responsabilidade técnica na execução de estruturas complexas, especialmente em locais de grande circulação como Copacabana.
