Pernambuco voltou a registrar um aumento significativo nos ataques de tubarão em 2026. Dados divulgados por órgãos de monitoramento apontam que o estado já alcançou o maior número de ocorrências dos últimos 20 anos, reacendendo o debate sobre segurança nas praias e a convivência entre banhistas e a vida marinha.
Somente neste ano, foram registrados ataques em diferentes pontos do litoral pernambucano, incluindo áreas de Fernando de Noronha, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Recife. Os episódios envolveram vítimas de diferentes idades e resultaram em ferimentos graves, além de pelo menos uma morte registrada neste ano.
De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Pernambuco já soma mais de 80 ocorrências desde o início da série histórica, em 1992. A maior concentração dos casos continua na Região Metropolitana do Recife, especialmente nas praias de Boa Viagem e Piedade.
Especialistas apontam que fatores ambientais ajudam a explicar o aumento do risco. Entre eles estão a maré alta, a turbidez da água provocada pelas chuvas e características da costa pernambucana, que favorecem a aproximação de espécies como o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre.
Diante do aumento das ocorrências, o governo estadual e pesquisadores voltaram a discutir o reforço de ações de monitoramento e prevenção. Estudos sobre a movimentação dos tubarões na costa pernambucana deverão ser retomados após anos de interrupção, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o comportamento das espécies e reduzir os riscos para a população.
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As autoridades reforçam a recomendação para que banhistas respeitem as placas de sinalização, evitem entrar no mar em áreas consideradas de risco e sigam as orientações dos órgãos de segurança e monitoramento costeiro.
