O festival abre uma chamada pública nacional, para selecionar 14 artistas e coletivos para compor a programação de sua sexta edição, com um panorama da produção contemporânea brasileira, focada na luz e no som. Após esta etapa, a arquitetura de Niemeyer será o suporte para a criação e experimentação artística não convencional.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), o festival promove o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país e amplia o acesso do público à arte contemporânea por meio de obras que exploram o som, a luz e suas interfaces como elementos centrais da criação artística.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 27 de julho, 23h59. Podem participar artistas e coletivos de qualquer estado brasileiro, iniciantes, emergentes ou com trajetória consolidada, cujas pesquisas dialoguem com arte sonora, arte luminosa e seus hibridismos. Serão selecionadas oito propostas do Distrito Federal e Entorno e, seis de outros estados do Brasil, com a reserva de, no mínimo, duas vagas para artistas negros e/ou indígenas. Os participantes receberão cachê de R$ 3 mil (DF e Entorno) e R$ 4 mil (demais estados), para apresentarem seus trabalhos, durante sua participação no festival, e participar das atividades formativas, voltadas ao intercâmbio artístico, a formação de público e, a formação/atualização e aprimoramento dos próprios artistas em suas práticas.
De acordo com o idealizador e coordenador geral do projeto, Krishna Passos, o encontro proporciona um campo para a experimentação artística livre, para a exploração dos limites da arte, os limites entre a arte, a cidade e a sociedade. A iniciativa busca, fortalecer rotas de circulação em arte, de uma produção rica e diversa, pensada e gerada de forma singular, valorizando diferentes entendimentos sobre o que é a arte, quais locais e situações ela pode ocupar. “Para isso propomos um ambiente voltado ao intercâmbio para diferentes perfis de participantes. Queremos criar uma oportunidade de intercâmbio entre artistas, coletivos e pesquisas, um lugar para o reconhecimento de suas produções, que, juntamente com, estudantes, curiosos e o público, expandem os territórios aptos à criação livre, em linguagens não hegemônicas, não voltadas para a lógica de mercado ou para a legitimação por circuitos artísticos, galerias e grandes curadorias instituídas”, afirma.
Toda a programação é gratuita. Ao longo de quatro dias e quatro noites, o Museu Nacional da República, suas áreas externas e imediações, serão ocupados por instalações, espacializações sonoras, escutas expandidas, videomappings, projeções, ocupações urbanas, intervenções site specific, processos de escuta ativa, performances, ações e happenings, favorecendo experiências que dialogam diretamente com a arquitetura, com o espaço urbano público e, com com seu usuários.
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Krishna ressalta, ainda, que, desde a primeira edição, o Eixo do Fora tem como princípio incentivar a experimentação artística e ampliar o espaço para pesquisas que, nem sempre encontram aceitação e visibilidade nos circuitos tradicionais da arte.
“Valorizamos a liberdade criativa, a experimentação de linguagens que, muitas vezes, afloram longe dos circuitos e dos suportes tradicionais na arte. Acreditamos que as pesquisas criativas mais poderosas são aquelas que também têm potencial para ampliar a forma como percebemos a arte, a forma como percebemos o mundo, por meio dela, e nas formas de ver a arte como extensões da vida”, destaca.
Criado em 2008, o coletivo Eixo do Fora desenvolve ações voltadas à experimentação em arte contemporânea, promovendo encontros entre artistas, pesquisadores, estudantes e público por meio de exposições, mostras, residências artísticas, atividades formativas, debates e ocupações urbanas, proporcionando intercâmbio artístico, atividades formativas e a formação de novos públicos, ampliando o acesso e o repertório em arte contemporânea.
Ao longo de suas cinco edições do Festival de Arte Som e Arte Luz, mais de 333 artistas, críticos e pesquisadores participaram da programação, sendo 65% do Distrito Federal e 35% de outros estados brasileiros. Entre os convidados estão nomes como Rodrigo Braga (PE), Yuri Firmeza (CE), Camila Soato (DF), João Angelini (DF), Shima (SP/BH), Paola Berenstein (RJ/BA) e os coletivos Grupo Poro (MG), Opavivará (RJ), Corpos Informáticos (DF) e Grupo EmpreZa (GO).
Formação artística e acessibilidade
Além das mostras e intervenções, o Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz realizará seis oficinas introdutórias em arte sonora e arte luminosa e afins (quatro no Museu Nacional da República e duas em escolas públicas do Distrito Federal), além de debates, rodas de conversa, oficinas e atividades formativas com os artistas participantes.
|SERVIÇO
Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz
Chamada Pública Nacional
Inscrições: de 7 a 27 de julho de 2026
Festival
De 12 a 15 de agosto de 2026
Local: Museu Nacional da República e áreas externas – Brasília/DF
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
Quem pode participar
Artistas, coletivos e pesquisas de qualquer estado brasileiro, iniciantes, emergentes ou com trajetória consolidada, com pesquisas em arte sonora, arte luminosa e suas interfaces, em ocupações poéticas.
Vagas
• 8 propostas do Distrito Federal e Entorno
• 6 propostas dos demais estados brasileiros
• Reserva para, no minimo, duas vagas para artistas negros e/ou indígenas
Cachês
• R$ 3.000 para artistas e coletivos do DF e Entorno
• R$ 4.000 para artistas e coletivos dos demais estados
Cronograma
Chamada: https://bit.ly/4w0o9cD
Incrições: 07/08 a 27/08 – https://bit.ly/4wGAp1T
Resultado: 31 de julho de 2026
Confirmação de participação: Até 48h após a divulgação
Festival: 12/08 a 15/08
Informações: festivaleixodofora@gmail.com
Instagram: @festivaleixodofora
