Para muitas mulheres, o fim de um casamento é acompanhado de dúvidas sobre dinheiro, filhos e o futuro. Em um levantamento da plataforma Separações, 82,7% das 5.088 participantes disseram não se arrepender da separação. Outras 11,1% afirmaram sentir arrependimento. A iniciativa de terminar a relação partiu das próprias mulheres em 75,9% dos casos relatados.
A consulta retrata as experiências de quem respondeu à plataforma. Ela não seguiu metodologia de pesquisa científica nem representa estatisticamente todas as mulheres brasileiras.
O que pesou antes da decisão
Durante o relacionamento, 31,6% das participantes disseram que se sentiam principalmente desvalorizadas, e 19,6%, sozinhas. Ao apontar a situação que mais lhes causou sofrimento, 30,8% citaram traição e 21,4%, humilhações frequentes.
A esperança de que o parceiro mudasse foi o principal obstáculo à separação para 29,7% das respondentes. Os filhos foram citados por 20,4%; a dependência financeira, por 15,5%; e o julgamento da família ou da sociedade, por 14,4%.
Para 38,5%, a percepção de que algo não ia bem surgiu ainda nos primeiros anos da relação. Outras 21,4% disseram ter percebido isso após uma traição, e 12,3%, depois de terem filhos.
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Paz emocional foi a mudança mais citada
Depois da separação, 41,6% afirmaram que a saúde emocional melhorou. Para 45%, ela piorou no início, mas melhorou posteriormente. Outras 8,6% disseram que houve piora.
Quando perguntadas sobre a principal mudança em suas vidas, 47,7% escolheram a paz emocional. A recuperação da autoestima foi citada por 15,1%, e a conquista de mais liberdade, por 10,6%.
Esse processo levou tempos diferentes. Enquanto 24,8% disseram ter começado a sentir que reconstruíam a vida em menos de seis meses, 23% levaram de seis meses a um ano e 21,8%, de um a dois anos. Outras 15,1% afirmaram que ainda não conseguiram se reconstruir totalmente.
Apoio e vida financeira
A família foi a principal fonte de apoio para 47,6% das participantes. Por outro lado, 25,3% disseram não ter recebido ajuda. Amigos foram citados por 13,2%, e apoio psicológico, por 9,5%.
Na vida financeira, 38,6% relataram melhora após o divórcio. Para 44,5%, a situação piorou inicialmente e melhorou depois; 12,4% disseram que piorou.
O levantamento também perguntou sobre novos relacionamentos: 44,1% afirmaram já estar em outra relação, 9,7% disseram procurar um novo amor, 27% responderam “talvez”, mas ainda têm receios, e 19,2% não pretendem voltar a se relacionar.
A Pesquisa Mulher Divorciada no Brasil, realizada pela plataforma Separações, reuniu respostas sobre o relacionamento anterior, as dificuldades enfrentadas no término e a reconstrução da vida. Segundo a plataforma, participaram mulheres de diferentes idades, rendas e regiões, com predominância de moradoras do Sudeste.
