O Presidente e fundador do Movimento Muda DF e Meu Sobradinho, David Costa, diz que é pré-candidato a deputado distrital em nome do anseio de mudança das ruas e sem esta condição nunca seria

Você é pré-candidato a deputado distrital?
David Costa – Sou. Acho importante dizer que eu não queria. Nunca quis. Faço militância política através daquilo que escrevo. Como escritor, eu desperto osenso crítico e de inconformismo das pessoas. Mas meu ativismo literário foi além. Só não esperava que minhas ideias fizessem com que as pessoas de bem viessem a defender minha entrada na política para concorrer a uma vaga na Câmara Legislativa, no pleito de outubro. A política, a meu ver, precisa ser oxigenada por novos ideais; resgatar a utopia do povo, que a julgar pelas manifestações nas ruas e redes sociais deseja novos paradigmas, com uma base sólida de ética, senso de responsabilidade pública e defesa dos interesses da coletividade de maneira intransigente, corajosa e duradoura.
Qual a leitura você faz do cenário político atual em Brasília?
David Costa – A mesma leitura das pessoas de bem que estão cansadas do modo tradicional e egoísta de ser fazer política. Existe um desencanto no coração do povo. As pessoas, infelizmente, não se sentem representadas como gostariam na política. Você liga num gabinete, por exemplo, e se não for filho de sicrano ou fulano, a maioria dos políticos não atende. Para uma parcela imensa da população, o político só aparece de 4 em 4 anos, faz mil promessas, ilude a boa fé do povo e quando chega ao poder vira as costas para a população. Este é um dos muitos exemplos desta velha política que precisa acabar. Onde, afinal, está o compromisso com as pessoas? É preciso ser transparente com o mandato. Felizmente, em razão de um cansaço do povo, existe uma luz no fim do túnel. Acredito que essa chama inconformismo se converterá em manifestações por fortes mudanças nas urnas.
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Que tipo de mudança exatamente?
David Costa – A mudança do novo sobre o velho modo de se fazer política. O povo já elegeu as mudanças que são prioritárias no Brasil: mais segurança, saúde, educação, transporte e lazer. O político que for um verdadeiro agente e porta voz desses anseios populares, com apelo claro de mudança a favor das pessoas, terá o povo ao seu lado. O povo não é bobo. Saberá identificar as forças políticas capazes de sedimentar este ideal de mudança e não trair a confiança depositada nas urnas após as eleições. Isto sem falar do desafio que a sociedade vive para vencer a epidemia das drogas e da violência.
Seu partido, o PR apoia esse seu ativismo social?
David Costa – Totalmente. Não só a mim, mas a todos que lá estão com o ideal de mudança e esperança para o DF e o país. Felizmente, a direção do partido tem sido acolhedora e orientadora neste sentido. O PR está do lado do povo. O PR está do lado das causas sociais. Aliás, o PR, por força de sua trajetória e visão republicana, tem sido um instrumento de ressonância dos problemas e soluções da população do DF e do Brasil. Estamos fortes e unidos para o pleito eleitoral de 2014.
Você defende que as pessoas esperem menos do governo. Seu argumento é que o Brasil desperte seu potencial de ativismo social. O que é esse ativismo na sua opinião?
David Costa– É você encontrar uma causa justa para a sociedade e defendê-la. Mobilizar pessoas. Não ficar paralisado diante das críticas ou indiferente perante a descrença de muitos. É ir à luta por aquilo que você acredita em nome de uma vida digna, de um mundo melhor. Fundei e presido o Movimento Muda DF e o Movimento Meu Sobradinho porque nós acreditamos nesses valores e os praticamos. Quando Martin Luther King viu os EUA sem direito de igualdade civil, ele defendeu justiça e igualdade racial. E conseguiu. Para mim, ele é uma fonte diária de inspiração política e de ativista social. Portanto, eu não irei ficar passivo ao grito de dor e socorro que ressoa aos meus ouvidos todos os dias, com pessoas morrendo e perdendo a fé e esperança no meu país que tanto amo e estou disposto, se preciso for, morrer por ele e em nome da causa que eu defendo: ativismo social.
Qual deve ser a nova realidade política daqui para frente, no DF e Brasil?
David Costa – A realidade do novo jeito de se fazer política e a implosão definitiva deste sistema que tanto nos envergonha enquanto cidadãos. Todos nós estamos cansados da velha política. Desiludidos e até nos sentimos enganados. Agora, sinceramente, espero que as mudanças aconteçam. Como cidadão eu defendo que o DF e o Brasil reencontrem um caminho de esperança e coragem para mudar os rumos deste país. Que Deus nos ilumine.
