A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), participou nesta quarta-feira (7) de uma reunião com lideranças da Federação União Progressista, formada pelo Progressistas e pelo União Brasil, e com o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
O encontro, realizado em Brasília, faz parte das articulações políticas iniciadas após o primeiro turno das eleições e reuniu parlamentares, dirigentes partidários e governadores.
No centro da reunião esteve a decisão da União Progressista de apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A federação decidiu por unanimidade fechar questão em favor da candidatura do PL. Com isso, PP e União Brasil passam a atuar oficialmente pelo candidato no segundo turno.
Celina participou do encontro como uma das principais lideranças do Progressistas e também em meio à própria disputa eleitoral no Distrito Federal.
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A governadora chegou ao segundo turno depois de obter 49,93% dos votos válidos no domingo (4) e agora enfrenta Leandro Grass (PT). A segunda votação será realizada em 25 de outubro.
Celina reforça alinhamento com Flávio
Durante o encontro desta quarta-feira, Celina reafirmou sua posição favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A governadora afirmou que vê no candidato uma proposta de reequilíbrio entre os Poderes e defendeu que um eventual governo do PL seja conduzido dentro dos limites institucionais.
“Não vai ter loucura, não vai ter ninguém fazendo nada de forma arbitrária”, afirmou Celina ao comentar o discurso de Flávio sobre mudanças constitucionais.
A declaração ocorreu depois de o candidato presidencial defender alterações na Constituição por meio do Congresso Nacional, incluindo mudanças relacionadas ao Judiciário, à reeleição e à maioridade penal.
Flávio afirmou que eventuais alterações serão discutidas e votadas pelo Legislativo.
União Progressista muda posição do primeiro turno
O apoio formalizado agora representa uma mudança na estratégia nacional da Federação União Progressista.
No primeiro turno, PP e União Brasil optaram pela neutralidade na eleição presidencial.
Depois do resultado das urnas, as bancadas e as direções nacionais das duas legendas se reuniram em Brasília e decidiram apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno.
A posição foi oficializada pelos presidentes nacionais do Progressistas, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda.
Nesta quarta-feira, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, durante o encontro com Flávio, que integrantes da federação retornarão aos estados para trabalhar pela candidatura presidencial.
A movimentação coloca uma das maiores federações partidárias do país formalmente dentro da campanha do candidato do PL.
Articulação também passa pelo Distrito Federal
Para Celina, a reunião ocorre no momento em que sua campanha também busca ampliar alianças para o segundo turno no DF.
A governadora ficou a poucos votos de alcançar a maioria necessária para encerrar a eleição no primeiro turno. Celina recebeu 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos.
Leandro Grass, adversário da governadora no segundo turno, recebeu 34,47%.
Com a nova etapa da campanha, Celina passou a intensificar reuniões com partidos e lideranças políticas que participaram ou atuaram no primeiro turno.
O encontro desta quarta reforça também uma característica da disputa no Distrito Federal: a aproximação entre as eleições local e nacional.
Celina está alinhada a Flávio Bolsonaro, enquanto Grass conta com o apoio do presidente Lula.
Duas campanhas em segundo turno
A agenda conjunta coloca Celina e Flávio em situações semelhantes neste momento da eleição.
Os dois disputam o segundo turno marcado para 25 de outubro e trabalham para ampliar suas bases políticas depois da votação de domingo.
No plano nacional, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
No Distrito Federal, Celina enfrenta Grass depois de chegar muito perto da vitória em primeiro turno.
A reunião desta quarta-feira, portanto, vai além de uma manifestação partidária. Ela mostra como as articulações nacionais e locais começam a se conectar nas primeiras movimentações do segundo turno.
Até o dia 25, a tendência é que o alinhamento entre partidos, candidatos e lideranças nacionais ganhe cada vez mais espaço nas agendas das duas campanhas.
