Brazlândia acaba de ganhar uma nova e extensa área de preservação. O Governo do Distrito Federal criou o Parque Distrital das Águas, com quase 1,7 mil hectares, voltado à proteção de nascentes, cursos d’água e vegetação do Cerrado.
O decreto que oficializa a criação do parque foi assinado pela governadora Celina Leão e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (17).
A localização tem importância especial para o abastecimento de água. O parque protege nascentes, áreas de recarga de aquíferos e diversos cursos d’água que formam a Bacia do Rio Descoberto.
A intenção estabelecida no decreto é preservar tanto a qualidade quanto a vazão das águas destinadas ao abastecimento público.
O parque possui 1.697,9 hectares, distribuídos em três módulos. Ao redor da unidade também foi criada uma Zona de Amortecimento de aproximadamente 1.218 hectares, destinada a diminuir os impactos das atividades humanas sobre a área protegida.
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Somadas, as duas áreas alcançam aproximadamente 2,9 mil hectares.
Natureza aberta à população
O novo parque não foi pensado somente para conservação. O decreto prevê espaços para lazer, recreação, esporte e cultura, desde que as atividades respeitem as regras ambientais.
Uma das propostas é implantar uma rede de trilhas ecológicas para caminhantes e ciclistas, com estruturas de baixo impacto e possibilidade de integração ao Sistema Distrital de Trilhas Ecológicas.
O turismo ecológico também aparece entre as finalidades previstas para a área.
A unidade ajudará ainda a preservar animais típicos do Cerrado. O documento cita espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, onça-parda e raposa-do-campo.
Também deverão ser recuperadas áreas degradadas por incêndios florestais, desmatamento e ocupações irregulares.
Outro objetivo é fortalecer a conexão ambiental entre o Parque Nacional de Brasília, a Reserva Biológica do Rio Descoberto e áreas remanescentes de vegetação nativa.
O Brasília Ambiental ficará responsável pela administração do parque e pela elaboração de seu Plano de Manejo, que deverá contar com a participação da comunidade, organizações da sociedade civil e proprietários da região.
A criação da unidade foi precedida, conforme o decreto, de estudos técnicos e consulta pública.
