Neste sábado (15), último dia para a apresentação dos pedidos, Celina Leão (PP) e Paula Belmonte (PSDB) foram as duas últimas a formalizar suas candidaturas, completando, até o momento, o grupo de nomes que pretende comandar o Distrito Federal pelos próximos quatro anos.
O prazo para os registros termina às 19h deste sábado. A fotografia da disputa, portanto, já está praticamente formada, embora um eventual novo pedido apresentado até o horário limite ainda possa alterar o número de concorrentes.
A partir de domingo, termina de vez o período de pré-campanha. Os candidatos poderão pedir votos e colocar nas ruas e nas redes sociais suas estratégias para conquistar o eleitor brasiliense.
Quem está na corrida pelo Buriti
Até este sábado, aparecem registrados na Justiça Eleitoral:
- Envelhecimento da população provoca redução de 22% no eleitorado jovem em 16 anos
- Prazo para registro de candidaturas às eleições termina neste sábado
- OEA enviará missão internacional para acompanhar eleições no Brasil
- Lula declara que aceitará indicação de embaixador dos EUA somente após as eleições
- Alcolumbre libera tramitação da PEC que extingue escala 6×1 após conversa com Lula
Celina Leão (PP) — 11;
José Roberto Arruda (PSD) — 55;
Ricardo Cappelli (PSB) — 40;
Leandro Grass (PT) — 13;
Paula Belmonte (PSDB) — 45;
Kiko Caputo (Novo) — 30;
Elisson Ferreira Freire (Agir) — 36;
Expedito Mendonça (PCO) — 29;
Professor Robson (PSTU) — 16;
Professora Samara Mineiro (UP) — 80.
A lista coloca frente a frente nomes conhecidos da política brasiliense e candidatos que tentarão conquistar espaço durante a campanha.
De um lado está Celina Leão, atual governadora e candidata à reeleição, sustentada pelo maior arco partidário da disputa. Do outro, adversários com trajetórias e bases políticas distintas, entre eles o ex-governador José Roberto Arruda, Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Paula Belmonte.
Estar registrado não significa estar definitivamente na urna
Há um detalhe importante nessa lista: apresentar o pedido de registro não é a mesma coisa que ter a candidatura definitivamente deferida.
Depois que o nome entra no sistema, cabe à Justiça Eleitoral verificar se o candidato apresentou a documentação necessária e se atende às condições de elegibilidade previstas na legislação.
Também é nessa fase que podem ser analisadas eventuais causas de inelegibilidade e impugnações.
Nas consultas feitas neste sábado, vários pedidos ainda apareciam como “aguardando julgamento”. Professor Robson (PSTU), por exemplo, já constava com a candidatura deferida.
O quadro pode mudar nos próximos dias conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal avance nos processos.
Arruda terá um capítulo à parte
Entre os dez nomes, José Roberto Arruda provavelmente terá o registro mais acompanhado do ponto de vista jurídico.
O ex-governador está de volta à corrida pelo Buriti pelo PSD e sustenta que atualmente reúne condições para concorrer. A palavra sobre o registro, porém, será da Justiça Eleitoral.
A questão envolve o histórico de condenações de Arruda, os períodos de inelegibilidade e as mudanças promovidas na legislação da Ficha Limpa.
A legislação sobre inelegibilidades foi alterada em 2025, modificando regras relacionadas à contagem dos prazos. Parte dessas mudanças acabou sendo questionada no Supremo Tribunal Federal.
Por isso, a situação exige cautela.
O fato objetivo neste momento é que Arruda registrou a candidatura. Não é possível antecipar que ela será deferida ou indeferida antes da decisão da Justiça Eleitoral.
A discussão jurídica, no entanto, tem potencial para acompanhar o início da campanha e acrescentar um ingrediente importante à disputa pelo Buriti.
Justiça tem calendário apertado
A análise dos registros não pode se estender indefinidamente.
Pelo calendário eleitoral, 14 de setembro é a data até a qual os pedidos de registro — inclusive aqueles que forem impugnados e os respectivos recursos — devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, com as decisões publicadas.
O prazo ocorre 20 dias antes do primeiro turno.
Isso não significa que toda discussão judicial necessariamente termine nessa data, porque determinados casos podem chegar às instâncias superiores.
Até lá, o eleitor deverá acompanhar não apenas o movimento dos candidatos nas ruas, mas também as decisões do TRE-DF sobre quem reúne as condições legais para permanecer na disputa.
Celina larga com a maior aliança
No tabuleiro político, Celina Leão entra na campanha com uma vantagem partidária evidente: o tamanho da aliança construída em torno de sua candidatura à reeleição.
A coligação Propósito e Ação reúne Republicanos, MDB, Podemos, PL, DC, Mobiliza, Democrata, Federação Renovação Solidária e Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
A governadora deverá usar a campanha para apresentar os resultados da atual administração e defender a continuidade das políticas do GDF.
Arruda concorre pelo PSD na coligação Resgatar Brasília, formada por PSD e Avante.
Leandro Grass disputa pelo PT dentro da coligação DF do Povo, formada pelo PDT, Federação Brasil da Esperança e Federação PSOL-Rede.
Paula Belmonte concorre pela Federação PSDB Cidadania, enquanto Ricardo Cappelli está na disputa pelo PSB.
Os demais candidatos completam um cenário eleitoral bastante pulverizado neste início de campanha.
A partir de domingo, começa a briga pelo voto
O sábado marca o encerramento de uma etapa essencialmente burocrática e partidária. Domingo (16) muda o jogo.
Com o início da propaganda eleitoral, os candidatos poderão oficialmente pedir votos e intensificar agendas, caminhadas, reuniões, produção de conteúdo digital e outras atividades previstas na legislação.
A disputa também começa submetida a limites financeiros. Segundo os dados apresentados no sistema eleitoral, o teto de gastos para uma candidatura ao Governo do Distrito Federal é de R$ 7.115.522,46 no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o limite adicional é de R$ 3.557.761,23.
Com dez candidaturas já registradas, a eleição entra, portanto, em duas corridas simultâneas.
Nas ruas, começa a disputa pelo eleitor. Nos tribunais, continua a análise de quem está juridicamente habilitado a permanecer até o fim.
E, a partir deste domingo, a corrida pelo Palácio do Buriti estará oficialmente aberta.
