Desemprego cai a 6,5% no Distrito Federal e alcança menor nível da série histórica

DF contabilizou 1,57 milhão de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026 e manteve o maior rendimento médio do país, de R$ 6.171

A taxa de desocupação no Distrito Federal caiu para 6,5% no segundo trimestre de 2026, alcançando o menor percentual da série histórica. O resultado representa uma redução de 2,2 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF contabilizou 109 mil pessoas desocupadas entre abril e junho. O número caiu 25,4% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A população ocupada foi estimada em 1,57 milhão de pessoas. O nível de ocupação, que representa a proporção de trabalhadores entre os moradores com 14 anos ou mais, chegou a 62,8%.

Setor privado concentra quase metade dos trabalhadores

O setor privado continuou reunindo o maior contingente de trabalhadores do Distrito Federal, com 779 mil pessoas, o equivalente a 49,7% da população ocupada.

Na sequência aparecem os empregados do setor público, com 338 mil trabalhadores, correspondentes a 21,6%, e os profissionais que atuam por conta própria, com 282 mil, ou 18% do total.

Entre os empregados do setor privado, 581 mil tinham carteira de trabalho assinada. O número corresponde a 74,6% dos trabalhadores desse segmento.

A informalidade, entretanto, ainda alcançava 450 mil pessoas. A taxa de 28,7% foi a segunda menor entre as unidades da Federação, ficando atrás somente de Santa Catarina, que registrou 25,4%.

Entre os trabalhadores informais do DF, os maiores grupos eram formados por empregados do setor privado sem carteira assinada, com 197 mil pessoas, e profissionais por conta própria sem CNPJ, com 184 mil.

Trabalho doméstico apresenta mudanças

O Distrito Federal contabilizou 84 mil trabalhadores domésticos no segundo trimestre. Desse total, 51 mil, ou 60,7%, não tinham carteira assinada. O contingente apresentou queda de 17,4% em relação ao trimestre anterior.

Outros 33 mil trabalhadores domésticos estavam formalizados, representando 39,3% da categoria. O número de profissionais com carteira assinada aumentou 40,4% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os 282 mil trabalhadores por conta própria, 184 mil não possuíam CNPJ, o equivalente a 65,2% do grupo.

Administração pública lidera empregos

O maior contingente de trabalhadores estava reunido nas áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que somaram 448 mil pessoas.

O grupo formado por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas apareceu em segundo lugar, com 388 mil trabalhadores.

O comércio e a reparação de veículos reuniram 249 mil pessoas. Outros serviços contabilizaram 88 mil trabalhadores, enquanto os serviços domésticos somaram 85 mil.

DF mantém maior rendimento médio do país

O rendimento médio mensal real dos trabalhadores do Distrito Federal foi estimado em R$ 6.171. Apesar da redução de 9,5% em relação ao trimestre anterior, o DF permaneceu na primeira posição nacional.

A pesquisa também identificou 16 mil pessoas desalentadas. Esse grupo reúne quem desistiu de procurar emprego por motivos como falta de oportunidades adequadas, ausência de experiência ou qualificação, dificuldade de encontrar trabalho na região onde mora ou discriminação relacionada à idade.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, elaborada pelo IBGE.

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