Mais de 4 mil motoristas podem perder o direito de dirigir no DF

Detran-DF publicou nova lista de condutores sujeitos à suspensão da CNH por infrações gravíssimas

O Detran-DF divulgou nesta quinta-feira (7) a relação de 4.022 condutores que poderão ter o direito de dirigir suspenso em razão de infrações de trânsito cometidas no Distrito Federal.

De acordo com a Instrução nº 165, de 4 de maio de 2026, as penalidades variam de dois a 12 meses, conforme a gravidade da infração registrada.

Somente neste ano, o Detran-DF já publicou 6.838 penalidades de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida ocorre após o encerramento das possibilidades de defesa administrativa dentro do órgão.

Apesar disso, os motoristas ainda terão prazo de 30 dias, a partir da notificação, para apresentar recurso junto à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). Caso não haja recurso ou após o julgamento definitivo, a penalidade será aplicada.

Segundo o Detran-DF, a maior parte dos processos administrativos envolve infrações relacionadas à combinação de álcool e direção, incluindo motoristas flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica ou que se recusaram a realizar o teste do bafômetro.

A lista também inclui condutores autuados por outras infrações gravíssimas, como:

  • disputar corrida;
  • promover competição em via pública;
  • realizar manobras perigosas;
  • conduzir motocicleta sem capacete;
  • trafegar acima de 50% da velocidade permitida;
  • furar bloqueio policial;
  • usar veículo para interromper o trânsito sem autorização;
  • dirigir colocando pedestres e outros motoristas em risco.

O gerente de Registro e Controle de Penalidades do Detran-DF, Rodrigo Xavier, destacou que os processos administrativos têm papel importante na segurança viária.

“O nosso trabalho é garantir que a lei seja cumprida e que os infratores não tenham a sensação de impunidade. As condutas que ensejam a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir são infrações gravíssimas, que colocam em risco a segurança do trânsito e devem ser coibidas”, afirmou.

Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.

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