No Dia Nacional de Combate ao Assédio, governo destaca formas de reconhecer, registrar e denunciar situações no ambiente de trabalho
Entre as ferramentas destacadas está o diário de bordo, um recurso simples que ajuda vítimas a organizar informações e fortalecer possíveis denúncias.
Disponível no Guia de Combate ao Assédio, elaborado pela Comissão Especial de Prevenção e Combate ao Assédio do DF, o diário funciona como um registro pessoal e contínuo das situações vividas no ambiente de trabalho.
Na prática, é um espaço para anotar, de forma detalhada e cronológica, episódios de constrangimento, pressão ou desrespeito. O registro ajuda a organizar a memória, dar clareza ao que está sendo vivido e reunir informações que podem ser importantes em uma eventual apuração.
“É uma ferramenta simples, mas extremamente estratégica para quem ainda tem dúvidas sobre estar vivenciando assédio ou um conflito no trabalho”, explica a presidente da comissão, Michelle Heringer. “Ao registrar data, local, o que aconteceu, quem estava presente e os impactos, inclusive os emocionais, a pessoa constrói um relato consistente e ganha mais segurança para decidir os próximos passos.”
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Além de contribuir como possível meio de prova, o diário também funciona como apoio emocional, especialmente para quem ainda não se sente pronto para formalizar uma denúncia.
Como denunciar
O GDF disponibiliza canais para registro de denúncias de forma segura:
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Pelo site Participa DF
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Pelo telefone 162 (gratuito)
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Presencialmente nas ouvidorias dos órgãos
Os canais estão disponíveis para servidores, estagiários, colaboradores e também para a população em geral.
Prevenção e informação
Além dos canais de denúncia, o governo tem ampliado ações educativas. Um dos destaques é o projeto Vozes Anônimas contra o Assédio, que apresenta histórias reais baseadas em relatos anônimos para ajudar outras pessoas a identificar situações de abuso no ambiente de trabalho.
A iniciativa busca romper o silêncio e mostrar que comportamentos muitas vezes naturalizados podem, na prática, configurar assédio.
A política também inclui a atualização do decreto que regulamenta a atuação da Comissão de Combate e Prevenção ao Assédio, que monitora investigações e atua na orientação de gestores e equipes.
A estratégia é clara: mais do que punir, o foco é prevenir, informar e garantir que quem precise de ajuda saiba exatamente onde buscar apoio.
*Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
Fonte: Agência Brasília
