A partir das 5h30 desta quarta-feira (1º), o Detran-DF promove uma ação especial para celebrar os 29 anos da faixa de pedestre no Distrito Federal. A mobilização inclui o projeto Café na Faixa e uma grande blitz educativa na travessia entre o Sesi Lab e a Biblioteca Nacional, no Plano Piloto.
Criada em 1997, a faixa de pedestre se consolidou como um dos principais símbolos de cidadania no trânsito da capital federal, sendo resultado de um pacto entre órgãos de segurança e a população.
Mesmo com o crescimento expressivo da frota de veículos — que aumentou 260% nas últimas décadas, passando de 605 mil para mais de 2,1 milhões — o Distrito Federal registrou uma queda significativa no número de mortes por atropelamento.
Os dados mostram redução de 70,7%, saindo de 266 mortes em 1996 para 78 em 2025. Destas, apenas quatro ocorreram em faixas de pedestres não semaforizadas.
O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, reforçou a importância da conscientização:
- DF aplica quase 60 mil doses de vacinas contra a gripe em três dias
- HCB usa abordagem lúdica para reforçar medidas de segurança do paciente
- IgesDF reabre edital para contratação de empresa de transporte de pacientes
- Agências do trabalhador têm vagas com salários de até R$ 3,5 mil nesta terça (31)
- Conselho recomenda tombamento do Mercado Sul como patrimônio cultural do DF
“Não há pressa que justifique o condutor não parar na faixa para o pedestre, pois é uma vida que está ali na frente dele pedindo passagem”.
Os números reforçam um dado importante: a maioria das mortes acontece fora da faixa. Em 2025, das 78 vítimas, 72 morreram fora da faixa, sendo 40 casos em rodovias e 32 em vias urbanas.
O período noturno, entre 18h e 23h59, concentra o maior número de ocorrências, com 41% dos casos.
Atualmente, o DF conta com cerca de 5 mil faixas de pedestres espalhadas pelas regiões administrativas.
Em julho de 2024, a faixa de pedestre foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal, reforçando seu papel não apenas na mobilidade, mas na identidade da cidade.
Segundo o Detran-DF, mais do que um elemento de sinalização, a faixa representa um pacto social baseado no respeito à vida.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o pedestre tem prioridade na faixa.
O descumprimento dessa regra é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
A regra também se aplica em situações como conversões e quando o pedestre ainda não concluiu a travessia, além de garantir atenção especial a grupos vulneráveis como idosos, crianças, gestantes e pessoas com deficiência.
A campanha reforça que segurança no trânsito depende de todos. O respeito à faixa de pedestre continua sendo um dos pilares mais eficazes para preservar vidas no Distrito Federal.
Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.
