Por conta da crise os paulistanos têm comido menos vezes fora de casa. No ano passado 68% dos moradores de São Paulo mantinha o hábito de comer em restaurantes. Neste ano o número caiu para 62% da população, segundo dados da consultoria Kantar Brasil.
Por conta da mudança no comportamento do público, diversos microempresários decidiram se adaptar para acolher os trabalhadores que trazem comida de casa na hora do almoço. São lanchonetes, restaurantes e até bancas de jornal que agora se dedicam majoritariamente a armazenar e esquentar marmitas no microondas.
“O mercado de consumo em massa encontra-se em estado de estagnação. Mais de 50% dos consumidores brasileiros estão endividados, especialmente os de renda mais baixa. Isso faz com que o consumidor priorize seus gastos e cada vez mais racionalize o consumo”, avalia Giovanna Fischer, diretora da Kantar.
Na busca de economizar, mas também manter uma alimentação saudável, pagam de R$ 1 a R$ 2,50 pelos serviços das “marmitarias” espalhadas pela capital.
“É sempre bom comer aquela comida com gosto de mãe e é uma economia muito grande, eu pago R$ 1 para esquentar a comida mas, se fosse almoçar fora, gastar ia em média de R$ 15 a R$ 20”, diz Pedro Henrique Almeida, cliente de uma “marmitaria” no Centro de São Paulo.
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