No coração da Amazônia, a tecnologia começa a transformar realidades. Em Tabatinga, no Amazonas, mulheres indígenas estão ganhando novas oportunidades de renda e autonomia com a chegada de computadores destinados à inclusão digital.

A iniciativa, liderada pelo Ministério das Comunicações em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, resultou na doação de 100 notebooks para comunidades da região. A ação integra estratégias voltadas à ampliação do acesso à tecnologia em áreas remotas, onde a conectividade ainda é limitada.

Artesãs, mães e empreendedoras celebraram a entrega dos equipamentos, que prometem transformar a forma de produção e comercialização dos produtos locais. Com acesso à internet, será possível divulgar peças artesanais, alcançar novos clientes e ampliar a renda familiar.

“Vamos ter inclusão social e digital. Isso é muito importante para nossas comunidades. Com esses notebooks, vamos mostrar nosso artesanato, o que produzimos. Será uma janela de oportunidades. Vamos poder vender pelas plataformas e redes sociais”, destacou a artesã Myrian Ticuna.

Parte dos equipamentos será destinada à Associação de Mulheres Indígenas Ticuna, que reúne lideranças e artesãs da região. A expectativa é que a tecnologia ajude na organização da produção, na divulgação dos produtos e na expansão das vendas, fortalecendo a autonomia financeira das mulheres.

A ação também se estende a municípios vizinhos, como Benjamin Constant, onde a inclusão digital vem sendo apontada como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico local.

Segundo a secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Sônia Faustino, levar conectividade para regiões historicamente desassistidas é uma prioridade. “Falar de inclusão digital é falar de acesso à cidadania, à educação, ao trabalho e à possibilidade de construir novos caminhos”, afirmou.

A parceria entre as pastas foi formalizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que prevê a ampliação de iniciativas semelhantes em territórios indígenas e comunidades tradicionais.

Para as integrantes da AMIT, o impacto da ação vai além da tecnologia. A expectativa é levar a arte indígena para novos mercados, valorizando a cultura local e garantindo sustentabilidade econômica para as famílias da região.