Por Cris Oliveira
Múcio Botelho de Oliveira, nomeado como Técnico Legislativo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em junho de 2021 e ex-representante da comissão dos aprovados no último concurso da Casa, foi oficialmente cedido nesta terça-feira (2) ao gabinete do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). O detalhe que chama atenção é que a cessão ocorre com ônus para a própria CLDF, ou seja, os custos permanecem sendo arcados pelo Legislativo distrital.
Da crítica à prática: o discurso que mudou de rumo
No passado, Múcio ficou conhecido por criticar abertamente a defasagem de servidores da CLDF. Em entrevista concedida ao portal Metrópoles, chegou a afirmar que a Casa sofria justamente pela falta de “braço” para trabalhar. Segundo ele, a escassez de profissionais comprometia a atuação do Legislativo e refletia na baixa confiança da população:
“A Câmara é muito menos do que poderia ser. É o Poder menos bem avaliado no DF, com menor confiança da população. Justamente porque não tem braço suficiente para trabalhar. Parte do nosso grupo [de concursados] vê a Casa como um instrumento de transformação”, declarou à época.
O que teria mudado?
Hoje, ao assumir uma função externa no gabinete de Rollemberg, Múcio deixa a CLDF ainda mais fragilizada em sua força de trabalho algo que ele mesmo tanto criticava. A movimentação levanta questionamentos: teria sido a opção por um espaço de atuação política nacional mais atraente do que a defesa da estrutura local?
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Vínculo permanece com a CLDF
Embora passe a atuar na Câmara Federal, Múcio segue oficialmente vinculado ao quadro da CLDF. Isso significa que o servidor continua na folha de pagamento do Legislativo distrital, mas temporariamente prestará serviços em outro órgão.
Além da representatividade conquistada como liderança dos concursados, Múcio também já disputou uma vaga como deputado distrital nas últimas eleições, reforçando sua trajetória de engajamento político.

