Os passageiros de 13 empresas de ônibus da capital paulista enfrentaram atrasos na manhã de hoje (1º), segundo balanço da São Paulo Transporte (SPTrans). Motoristas e cobradores realizaram assembleias em que foi aprovada greve da categoria para a próxima segunda-feira (6).
A Justiça do Trabalho em São Paulo concedeu ontem (31) uma liminar que determinou a manutenção de 80% da frota de ônibus nos horários de pico em caso de paralisação da categoria. Nos demais horários, devem circular 60% dos coletivos.
A decisão do desembargador Davi Furtado Meirelles atendeu ao pedido feito pela SPTrans, estatal municipal que cuida do transporte público, e estipulou ainda multa de R$ 50 mil por dia ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Urbano (Sindimotoristas) em caso de descumprimento.
O presidente do Sindimotoristas, Valdevan Noventa, disse que, mesmo assim, a categoria deve se mobilizar com greve ou protestos a partir da próxima segunda-feira (6). “Os patrões se recusam a sentar na mesa, a proposta já foi rejeitada”, destacou à Agência Brasil. Segundo ele, as empresas ofereceram 10% de reajuste parcelado em três vezes.
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Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss ) disse estar tentado buscado evitar o impasse com os trabalhadores. “O SPUrbanuss reafirma a intenção de manter as negociações, buscando solucionar o impasse com a categoria dos trabalhadores e evitar qualquer problema na prestação dos serviços de transporte urbano, essenciais à mobilidade da população”, diz o comunicado.
Fonte: Agência Brasil
