nte filtradas pelo calcário do solo, alcançam uma visibilidade que faz o fundo dos rios parecer flutuar. Não por acaso, é neste período que a Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, registrou o maior número de reservas em 2025, acima inclusive dos meses típicos de férias escolares, como julho e janeiro.
Considerada a capital do ecoturismo no Brasil, Bonito depende diretamente do clima para entregar seu maior espetáculo. Entre dezembro e março, as chuvas de verão favorecem cachoeiras mais abundantes, embora possam turvar temporariamente os rios; já entre junho e setembro, com o tempo seco predominante, a água encontra seu estado mais cristalino. Agosto, no centro dessa janela, combina céu aberto, baixíssima pluviosidade e a melhor visibilidade do ano, o cenário ideal para flutuações, mergulhos e trilhas.
“Bonito é um destino em que a natureza dita o calendário. Em agosto, no pico da seca, a transparência da água chega ao máximo e a experiência de flutuar entre cardumes fica ainda mais impressionante. É a melhor época do ano para quem quer ver os rios de Bonito no seu estado mais cristalino”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil.
Por que a água de Bonito é tão cristalina em agosto?
A explicação está na geologia e no clima. O solo calcário da região funciona como um filtro natural: o carbonato de cálcio dissolvido na água ajuda a precipitar as partículas em suspensão, deixando os rios excepcionalmente claros. Quando as chuvas diminuem, esse processo atinge seu auge, e é justamente no inverno seco, com pico em agosto, que a visibilidade subaquática se torna a maior do ano.
Além da água mais limpa, agosto oferece dias de sol firme, temperaturas agradáveis para caminhadas e menor incidência de fechamentos de atrativos por causa da chuva. Para o viajante, isso significa passeios mais previsíveis, fotos mais nítidas e aquele azul-esverdeado que transformou Bonito em um dos destinos de natureza mais desejados do país e do mundo.

A flutuação é o passeio-símbolo de Bonito, e a flutuação nos rios da Prata e Olho d’Água é a mais emblemática. A alta concentração de calcário mantém a água cristalina o ano inteiro, mas é na seca que a visibilidade impressiona: depois de uma curta caminhada pela mata ciliar até a nascente do Olho d’Água, o visitante se deixa levar pela correnteza por cerca de 1.700 metros, cercado por dezenas de espécies de peixes e plantas aquáticas, em uma atividade que dura em torno de quatro horas.
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- Flutuação na Barra do Sucuri
Mais curta e de correnteza mais tranquila, a flutuação no rio Sucuri começa na Fazenda São Geraldo, com uma trilha pela mata ribeirinha até a nascente. Reconhecido como o rio mais cristalino do Brasil e o terceiro mais transparente do mundo, o Sucuri revela seu potencial máximo justamente na seca: são cerca de 1,8 quilômetro de flutuação em águas transparentes, com cardumes de piraputangas e curimbas acompanhando o trajeto, uma das melhores experiências do gênero no país.
