As tarifas de ônibus que ligam o Entorno do Distrito Federal a Brasília terão reajuste a partir da próxima domingo, 22 de fevereiro, após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O índice de correção aprovado é de 2,546%, e os novos valores vêm sendo aplicados em linhas semi-urbanas e interestaduais que atendem moradores de cidades como Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Planaltina (GO), Valparaíso e Cidade Ocidental.
A medida já está publicada no Diário Oficial da União e passa a vigorar no fim de semana, impactando diretamente os custos de quem utiliza o transporte público para se deslocar diariamente ao Distrito Federal por trabalho, estudo ou serviços essenciais.
Novos valores das passagens
Com o reajuste, as tarifas em algumas linhas chegaram a:
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Luziânia (GO) — até R$ 12,35
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Planaltina (GO) — aproximadamente R$ 11,63
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Águas Lindas de Goiás — cerca de R$ 11,43
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Cidade Ocidental (GO) — até R$ 10,25
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Valparaíso (GO) — até R$ 9,39
Os valores representam o teto tarifário máximo que poderá ser cobrado nas linhas de ônibus interestaduais que ligam o Entorno ao DF, com base no índice aprovado pela agência reguladora.
Segundo aumento em menos de seis meses
Este será o segundo reajuste nas passagens do Entorno do DF em menos de seis meses. A ANTT explicou que o índice foi definido com base na variação dos custos operacionais, incluindo combustíveis, salários e manutenção dos veículos, além de parâmetros econômicos que influenciam diretamente o setor de transporte coletivo interestadual.
A definição do novo valor gerou críticas de usuários e representantes da sociedade civil, que apontam o impacto financeiro para trabalhadores que dependem diariamente desses serviços. Moradores relatam que a alta frequente das tarifas dificulta o orçamento familiar e aumenta as despesas de deslocamento para o trabalho ou estudo.
Repercussão e impacto
Especialistas em mobilidade urbana destacam que aumentos sucessivos em tarifas podem levar a um ciclo de queda no uso do transporte público, pressionando ainda mais os custos operacionais e desestimulando a utilização dos ônibus. Já entidades representativas de passageiros pedem maior transparência nos critérios de reajuste e maior articulação entre Estados e a agência reguladora para tentar segurar os preços.
Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.
