O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou informações ao Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal sobre a morte do soldado Lucas Duran da Silva, de 28 anos, durante um treinamento aquático realizado nesta segunda-feira (21), no Lago Paranoá, em Brasília.
A PMDF terá dez dias para responder aos questionamentos feitos pela Promotoria de Justiça Militar, que busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e as condições em que a atividade foi planejada, executada e supervisionada.
Lucas integrava o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). De acordo com a versão oficial divulgada pela PMDF, o soldado sofreu um mal súbito enquanto estava submerso durante o treinamento. O policial que participava da atividade com ele realizou o resgate, retirou o colega da água e iniciou os procedimentos de reanimação.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e prestou atendimento com suporte avançado, mas Lucas não resistiu.
Ministério Público quer detalhes sobre segurança e planejamento
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Entre as informações requisitadas pelo MPDFT estão a natureza e o planejamento do treinamento, a qualificação dos instrutores e dos responsáveis pela segurança e os equipamentos utilizados durante a atividade.
A Promotoria também pediu esclarecimentos sobre os protocolos de prevenção de riscos, as condições ambientais no momento do treinamento, a estrutura disponível para atendimento de emergência e a cronologia do socorro prestado ao militar.
Além das informações, o Ministério Público solicitou documentos e registros relacionados ao episódio, como imagens, comunicações e registros da ocorrência.
Também deverão ser apresentadas informações sobre eventuais perícias e procedimentos de apuração instaurados pela própria Polícia Militar.
Tempo em que policial ficou submerso também aparece na requisição
A requisição do MPDFT foi motivada por notícia publicada pela imprensa sobre a morte do policial. A reportagem mencionada pelo órgão informa que Lucas teria permanecido cerca de três minutos submerso e que o óbito foi constatado após mais de 30 minutos de procedimentos de reanimação.
A informação sobre o período de três minutos, no entanto, deve ser considerada preliminar. A nota oficial da PMDF informa que o soldado sofreu um mal súbito enquanto estava submerso e que o policial que o acompanhava realizou o resgate imediato.
O esclarecimento da cronologia do atendimento está justamente entre os pontos solicitados pelo Ministério Público à corporação.
Lucas era mergulhador avançado
Lucas Duran tinha 28 anos e estava na PMDF havia pouco mais de um ano, após concluir o Curso de Formação de Praças XI (CFP XI).
Segundo a Polícia Militar, tanto Lucas quanto o outro policial que participava do treinamento possuíam Curso de Operações Lacustres e eram mergulhadores avançados, com certificação internacional e habilitação para mergulhos de até 40 metros de profundidade.
A PMDF não informou que a atividade desta segunda-feira estivesse sendo realizada nessa profundidade.
A corporação informou ainda que treinamentos específicos fazem parte da rotina operacional das companhias do BPMA e têm como objetivo manter o preparo técnico e operacional dos policiais.
A requisição feita pelo MPDFT não significa que o Ministério Público tenha identificado irregularidades ou atribuído responsabilidade pela morte. A medida busca reunir informações e documentos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
A PMDF lamentou a morte do soldado e manifestou condolências aos familiares, amigos e colegas de corporação.
