O Hospital de Base deu início nesta segunda-feira (4) a um mutirão de cirurgia para retirada de câncer de mama e vai contemplar 170 mulheres que já estavam reguladas na fila da cirurgia. A ação, programada até 31 de outubro, é promovida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) em parceria com a Secretaria de Saúde do DF (SESDF), como parte das ações do Outubro Rosa, mês dedicado ao tema.

Ao todo, aproximadamente 200 profissionais estão envolvidos na força-tarefa, entre eles mastologistas, ginecologistas e anestesistas (12 dos anestesistas são voluntários ex-colaboradores do hospital que se disponibilizaram a ajudar durante todo o mês). Também participarão enfermeiros e técnicos de enfermagem.
“As cirurgias para remoção do câncer de mama são de extrema importância, porque aumentam a sobrevida da paciente e podem ajudar até mesmo na cura da doença, principalmente quando é diagnosticada no início. Agradecemos pela ajuda dos voluntários, que são uma força de trabalho fundamental para que essa ação seja realizada”, disse o chefe do Serviço de Anestesia do Hospital de Base, Marcus Aviz.
As mulheres que vão passar pela cirurgia já realizam por consulta, exames de imagem e laboratoriais, e receberam a indicação para tratamento cirúrgico, que pode ser posteriormente complementado com quimioterapia ou radioterapia. As operações estão sendo realizadas em duas salas do Centro Cirúrgico disponibilizadas exclusivamente para realizar os procedimentos.
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“Quando mais cedo for o diagnóstico, maior é a chance de cura. Além disso, quando o câncer é menor, podemos fazer uma cirurgia conservada da mama, preservando as áreas não afetadas. Já em casos mais graves, é necessário fazer a retirada total do seio e, depois, a reconstrução mamária”
Marcus Aviz, chefe do Serviço de Anestesia do Hospital de Base
Geralmente, as cirurgias agendadas, como é o caso das operações para retirada do câncer de mama, ocorrem de segunda a sexta, mas para que mais mulheres fossem atendidas as duas salas de cirurgias também vão funcionar aos sábados. Hoje, sete mulheres foram beneficiadas. A expectativa é de que esse número seja mantido todos os dias, com uma média de 42 cirurgias por semana.
Dados
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que o Brasil tenha 66.280 novos casos de câncer de mama em 2021. No Hospital de Base, que é referência no tratamento oncológico, apenas neste ano 210 mulheres iniciaram o tratamento para combater o câncer de mama e, além disso, 630 consultas de acompanhamento já foram realizadas.
O oncologista clínico do Hospital de Base, Gustavo Matos, explica que manter um estilo de vida saudável é uma das formas de prevenção do câncer de mama. “Atualmente, menos de 10% dos casos de câncer de mama são hereditários”, ressaltou, ao esclarecer que os fatores de risco para a doença são etilismo, ser fumante, ter má alimentação e sobrepeso.
O diagnóstico do câncer de mama pode ser feito pela mamografia, exame de imagem que deve ocorrer a cada dois anos pelas mulheres com idade entre 50 a 59 anos de ou que tenham sintomas da doença, independentemente da faixa etária.
“Quando mais cedo for o diagnóstico, maior é a chance de cura. Além disso, quando o câncer é menor, podemos fazer uma cirurgia conservada da mama, preservando as áreas não afetadas. Já em casos mais graves, é necessário fazer a retirada total do seio e, depois, a reconstrução mamária”, disse.
Para o oncologista clínico, o Outubro Rosa é importante para que as mulheres criem uma consciência corporal e, caso identifiquem sinais e sintomas, façam o rastreamento para averiguar se têm a doença. “Se a mulher identificar sintomas de câncer de mama, deve procurar um mastologista o mais rápido possível”, alertou.
O que é câncer de mama e quais os sintomas?
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De acordo com o Ministério da Saúde, câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando menos de 1% do total de casos da doença. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.
O sintoma mais comum da doença é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais são:
– Edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja
– Retração cutânea
– Dor
– Inversão do mamilo
– Descamação ou ulceração do mamilo
– Secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea
*Com informações da Secretaria de Saúde do DF
Fonte: Agência Brasília


