O Hospital Cidade do Sol, localizado em Ceilândia, completa dois anos de funcionamento nesta terça-feira (9) consolidado como uma das principais referências da rede pública de saúde do Distrito Federal em atendimento humanizado e cuidado integral ao paciente. Mais do que exames e medicações, o hospital se destaca pelo acolhimento, pelo respeito às histórias de vida e pela atenção às necessidades emocionais e sociais de quem passa pela unidade.
Desde a inauguração, o Hospital Cidade do Sol já registrou 4.462 admissões, demonstrando sua importância estratégica para o Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. Somente em janeiro de 2026, a taxa de ocupação chegou a 93,7%, indicador que evidencia a alta demanda e o papel essencial da unidade na organização do fluxo de internações da rede pública.
Com perfil de hospital de retaguarda, a unidade recebe pacientes encaminhados tanto pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal quanto pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, contribuindo diretamente para reduzir a pressão sobre hospitais de alta complexidade e unidades de urgência.
Retaguarda estratégica para a rede pública de saúde
Criado inicialmente para atender picos de internação em períodos críticos, o Hospital Cidade do Sol se firmou como suporte fundamental para hospitais como o Hospital de Base do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria e diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O perfil assistencial do HSol é voltado a pacientes de baixa e média complexidade, que precisam concluir tratamentos com antibióticos, estabilizar quadros clínicos ou permanecer em acompanhamento hospitalar seguro até a recuperação. Ao absorver esse público, a unidade libera leitos em hospitais de maior complexidade, melhora o giro de internações e fortalece toda a rede pública de saúde do DF.
Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Júlia Gurgel, o diferencial da unidade está no cuidado ampliado com o paciente.
“Nosso hospital tem um papel estratégico para a rede pública, mas também carrega um compromisso diário com a humanização. Aqui, buscamos garantir que cada paciente se sinta acolhido e respeitado, porque atendimento de verdade considera a história e a dignidade de cada pessoa”, destaca.
Humanização como marca do Hospital Cidade do Sol
Além da função assistencial, o Hospital Cidade do Sol se diferencia por ações que tornam o período de internação mais leve e acolhedor. A rotina inclui atividades como fisioterapia ao ar livre, iniciativas de convivência, momentos culturais e ações recreativas, que contribuem para o bem-estar e auxiliam no processo de recuperação.
Entre os projetos desenvolvidos está o Cineminha, com exibição de filmes para os pacientes, além de atividades voltadas ao estímulo cognitivo e emocional. Outro destaque é o projeto Humanizar, que atua diretamente na escuta ativa de pacientes e familiares, promovendo um cuidado mais próximo e individualizado.
Uma das iniciativas mais simbólicas é o Prontuário Afetivo, que registra informações pessoais do paciente, como preferências, apelidos, hábitos, gostos musicais e detalhes da história de vida. A proposta fortalece o vínculo entre equipe e paciente, garantindo um atendimento mais respeitoso, personalizado e digno.
Cuidados paliativos e dignidade em todas as fases do tratamento
O compromisso com a humanização também se reflete na ampliação dos cuidados paliativos, voltados a pessoas com doenças graves, crônicas ou ameaçadoras da vida. No Hospital Cidade do Sol, essa abordagem garante conforto, controle de sintomas e apoio emocional, respeitando as necessidades do paciente e oferecendo suporte às famílias.
A unidade dispõe de dez leitos exclusivos para cuidados paliativos em contexto de fim de vida, atendendo pacientes oncológicos e não oncológicos. A assistência é prestada por uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o hospital representa um avanço significativo na organização do SUS no Distrito Federal.
“O Hospital Cidade do Sol se tornou indispensável para a rede. Ele garante continuidade ao tratamento, melhora o giro de leitos e ajuda a desafogar serviços de urgência e alta complexidade. Mais do que números, entrega acolhimento e atendimento humanizado, que é um compromisso com a população”, afirma.
Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.
