A Câmara Legislativa do Distrito Federal terá sete mudanças de cadeiras a partir de 2027, mas manterá a maior parte de sua composição. Na eleição deste domingo (4), 17 dos 24 deputados distritais eleitos renovaram seus mandatos.
As outras sete vagas serão ocupadas por seis estreantes e um ex-parlamentar: Rôney Nemer, que retorna à Casa. A mudança de ocupantes corresponde a 29,2% das cadeiras, enquanto os reeleitos representam 70,8% da próxima legislatura.
O resultado combina continuidade parlamentar, chegada de novas lideranças e mudanças no equilíbrio partidário. O PL terá a maior bancada individual, com cinco representantes.
Max Maciel bate recorde de votação
Max Maciel, do PSOL, foi o deputado distrital mais votado, com 92.234 votos, estabelecendo um novo recorde na história da CLDF.
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A marca anterior pertencia a Fábio Félix, também do PSOL, que recebeu 51.792 votos em 2022. Neste domingo, Félix foi eleito deputado federal e liderou a votação para a Câmara dos Deputados no Distrito Federal.
Eduardo Pedrosa terminou a disputa distrital em segundo lugar, com 50.833 votos, seguido por Chico Vigilante, que recebeu 50.046.
Seis estreantes chegam à Casa
Entre os candidatos que exercerão seu primeiro mandato na Câmara Legislativa, Estefane Sampaio obteve a maior votação: 45.558 votos, ficando em quinto lugar na classificação geral.
Também estrearão na CLDF Múcio, do PSB, com 42.769 votos; Keka Bagno, do PSOL, com 40.569; Victor Jansen, do PL, com 32.120; Renata Daguiar, do Republicanos, com 28.172; e André Kubitschek, do PL, com 23.683.
A sétima mudança será o retorno de Rôney Nemer, eleito com 29.926 votos. Como já exerceu mandato distrital, ele integra o grupo que altera a atual composição, mas não o de estreantes.
PL terá cinco deputados
O PL ocupará cinco das 24 cadeiras da próxima legislatura. A bancada será formada por Joaquim Roriz Neto, Roosevelt Vilela, Victor Jansen, André Kubitschek e João Cardoso.
PT, Republicanos, MDB e PP terão três representantes cada. PSOL e PSB contarão com dois deputados por partido, enquanto União Brasil, Podemos e PSD terão uma cadeira cada.
Ao todo, dez partidos estarão representados na Câmara Legislativa. A distribuição das bancadas será relevante para a formação de maiorias, as negociações com o Executivo e a disputa pelos espaços de comando da Casa.
Votação dos partidos influencia a distribuição das vagas
A composição da CLDF não resulta apenas da escolha dos 24 candidatos com maior votação individual. No sistema proporcional, a distribuição das cadeiras considera também os votos recebidos pelos partidos e pelas federações.
Dayse Amarilio, do PSB, foi eleita com 15.440 votos, embora outros candidatos tenham obtido votações individuais superiores sem conquistar uma vaga.
Com 17 reeleitos, seis estreantes e um retorno, a próxima legislatura preserva uma base expressiva de parlamentares experientes, ao mesmo tempo que abre espaço para novas lideranças a partir de 2027.
