Com a chegada do verão e o aumento das viagens ao litoral, cresce também a presença de cães e gatos em ambientes de praia. Embora o período seja associado ao lazer, especialistas alertam que o cenário exige cuidados específicos para preservar a saúde e o bem-estar dos animais.
Veterinários do Grupo Hospitalar Pet Support destacam que a exposição prolongada ao sol pode provocar hipertermia, desidratação e queimaduras, especialmente em animais de pelagem clara ou com pouca cobertura de pelos. A areia aquecida pelo sol também representa risco, podendo causar lesões nas almofadas das patas — muitas vezes percebidas apenas quando o pet já apresenta dor ou dificuldade de locomoção.
Outro ponto de atenção é a ingestão de água do mar. O consumo pode levar a intoxicações, vômitos, diarreia e desequilíbrios eletrolíticos. “O consumo de água salgada não é inofensivo. No verão, é comum recebermos animais com quadros gastrointestinais e desidratação associados a esse hábito”, explica Helena Graser, veterinária do Pet Support.
As mudanças bruscas de rotina e ambiente também podem afetar a saúde dos pets. O estresse térmico, somado ao deslocamento, ao contato com estímulos diferentes e às alterações nos horários de alimentação e descanso, favorece a queda da imunidade e o agravamento de doenças pré-existentes — sobretudo em animais idosos, cardiopatas ou com problemas respiratórios.
Segundo a especialista, medidas simples fazem toda a diferença:
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Passeios apenas nos horários de menor incidência solar;
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Oferta constante de água fresca;
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Acesso à sombra;
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Uso de protetor solar específico para pets;
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Observação atenta a sinais como cansaço excessivo, respiração ofegante ou apatia.
“O verão pode ser um período positivo para os pets, desde que os tutores respeitem os limites fisiológicos de cada animal. Cuidar também é saber quando interromper a atividade e priorizar o bem-estar”, reforça Helena.
Os veterinários fazem ainda um alerta especial para animais braquicefálicos — como buldogues, pugs, shih-tzus, persas e himalaios — que apresentam maior dificuldade na regulação da temperatura corporal. “Devido às características anatômicas das vias aéreas, esses pets têm maior risco de hipertermia e insuficiência respiratória, especialmente em ambientes quentes e úmidos, como o litoral no verão”, alertam.
Por fim, os especialistas orientam que os tutores verifiquem as normas locais sobre a presença de animais nas praias, que variam conforme a cidade. Diante de qualquer sinal de desconforto ou alteração clínica, a recomendação é buscar atendimento veterinário imediatamente.
