AS QUENTES DA POLÍTICA DO DF

Sem filtro: favoritismo consolidado, memória seletiva e o jogo real de 2026 já começou

Senhores leitores e politiqueiros de plantão…

Brasília continua a mesma: muita narrativa, pouca entrega e um talento impressionante para distorcer a realidade conforme a conveniência.

Elas estão no jogo e não são coadjuvantes

Renata D’Aguiar, Silene Almeida, Hélvia Paranaguá e Ana Paula Marra não estão no cenário para cumprir cota. Estão para disputar. E com pauta, densidade e presença. Esses nomes, já representa áreas estratégicas como saúde, educação, empreendedorismo e social.

2026: o ano das mulheres na política do DF?

O cenário mudou  e dessa vez não é discurso. Mulheres chegam mais preparadas, estruturadas e sem qualquer interesse em cumprir papel decorativo. Chega de candidatura figurativa para preencher tabela. A cobrança agora é outra: cota não é maquiagem eleitoral é responsabilidade política. E quem insistir em burlar isso, vai ser exposto.

Alvo escolhido

Criticar o DF virou rotina. Criticar aliados e o cenário nacional… virou tabu. Cappelli não erra o alvo porque escolhe exatamente onde bater. O discurso é ensaiado: mira o Buriti, mas ignora tudo que pode respingar fora daqui. Conveniente. E revelador.

PT-DF: versão editada da realidade

O PT do DF tenta vender o caso Banco Master como um problema local. Mas não é. E ninguém nos bastidores compra mais essa versão reduzida. O incômodo real não está no que já apareceu está no que ainda pode aparecer… e em quem pode ser atingido.

Memória seletiva não é falha  é estratégia

Quando o assunto é adversário, o tom é duro.
Quando envolve aliados… silêncio absoluto. O caso do PT da Bahia com o Banco Master simplesmente some da narrativa. Não é esquecimento. É controle de danos.

Repetição não constrói desgasta

Repetir o mesmo discurso todos os dias não fortalece narrativa. Desgasta. Quando falta conteúdo, sobra insistência.E quando a insistência passa do ponto… vira desespero disfarçado de posicionamento.

Falta memória ou excesso de conveniência?

Cappelli resolveu descobrir agora a falta de regulação na saúde. Tarde. E superficial. O discurso até pode funcionar para quem olha de longe mas para quem conhece o sistema, soa como improviso. Ou pior: oportunismo.

O passado responde mesmo quando tentam esconder

Ao criticar a saúde, Cappelli ignora ou finge ignorar  que o próprio grupo político do PSB-DF teve papel direto no desmonte do sistema. E aí o discurso desmorona. A resposta veio sem filtro. A pré-candidata e servidora da saúde, Silene Almeida, foi direta: a crise começou no governo Rollemberg (PSB), quando um hospital de alta complexidade deixou de ser público para virar terceirizado. Ou seja:
quem ajudou a desmontar… agora tenta posar de reconstrução. Faltam memórias? Não. Sobra conveniência.

Esquerda rachada no DF

Nos bastidores de Brasília, o recado já foi dado e não veio suave. O presidente Lula decidiu que o DF não entra no pacote prioritário e bancou uma chapa “progressista raiz”, deixando o PSB de fora e escancarando o racha na base. O PT dobrou a aposta em Leandro Grass para o Buriti e rifou de vez Ricardo Cappelli, que ficou a ver navios após ensaiar protagonismo no pós-8 de janeiro. A tal unidade da esquerda virou discurso vazio: na prática, cada grupo puxa para um lado e o eleitor assiste a mais um capítulo de desorganização travestida de estratégia. E tem mais: historicamente, a esquerda no DF esbarra no mesmo teto  dificilmente passa dos 25% para o GDF. Ou seja, além de dividida, ainda joga contra um limite eleitoral que não consegue romper.

Sem apoio, não há renovação

Partido que fala em renovação, mas não investe… não quer mudança. Quer marketings em estrutura, sem visibilidade e sem apoio real, não existe renovação. Existe encenação eleitoral.

Celulares na mira  e o silêncio que incomoda

O caso Vocaro começa a incomodar o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto  mais do que deveria. Oito celulares apreendidos. Apenas um periciado até agora. Aí surge a pergunta que ninguém responde: o que ainda está guardado e por que a pressa não acompanha o tamanho do risco? Porque, nesse nível, demora não é detalhe. É sinal.

Fraude tem dono e não é narrativa

As investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários caminham na mesma direção: Daniel Vorcaro, banqueiro e ex-dono do Banco Master, aparece como peça central no esquema que envolve a criação de títulos e carteiras de crédito inexistentes em operações bilionárias. Nos bastidores, a tentativa agora é diluir responsabilidades e transformar o caso em disputa política. Mas o fato é simples e incômodo para muitos: fraude criminal não é de quem fraudou. E, nesse caso, os órgãos de controle já começam a deixar claro onde está o foco real da investigação.

 


Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.

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