Por Cris Oliveira
Complô dos ex: jogo combinado não convence
Como se não bastasse, Arruda tem recebido e enviado comentários nas redes sociais de candidatos da esquerda, como Rollemberg e Cappelli. A movimentação tenta passar a ideia de que, não sendo candidato, ele “ficaria vermelho”. De direita? A encenação é conhecida. Uma coisa, porém, é certa: esse discurso de marketing “honesto”, reciclado pelos ex-governadores, não engana mais ninguém, muito menos quem acompanha os bastidores da política do DF.
Coincidência, né? Só que não
No DF, nada acontece por acaso. E se tem alguém que parece ter sido o primeiro a farejar o cheiro de enxofre no escândalo dos “títulos podres” do Banco Master, esse alguém é José Roberto Arruda. Mesmo com o Banco Central emitindo nota em 18/11 sobre a suspeita de fraude, as informações já circulavam antes e, curiosamente, já tinham aparecido em vídeo gravado no dia 06/11 pelo ex-governador, falando do assunto com uma segurança que não combina com “achismo” nem com “opinião solta”.
A mão invisível por trás do golpe
A pergunta central não é se os “títulos podres” reapareceram, mas quem teve a ideia maquiavélica de ressuscitá-los. Todo o processo legal de incorporação do Besc e do Bescri pelo Banco do Brasil, entre 2008 e 2009, está documentado em fatos relevantes e comunicados oficiais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Houve ofertas regulares para a aquisição total das ações ainda existentes no mercado. O escândalo começa quando alguém resolve inflar papéis sem valor algum, tentando vendê-los como ouro para obter vantagem ilegal. Esse é o fio da meada que envolve o Banco Master e que segue sem resposta: quem montou a engenharia do golpe e quem tentou lucrar com ela?
Cheiro de enxofre
Quando o vazamento vem antes da nota oficial, a pergunta é uma só: quem avisou quem?
Passado explica muito
Antes de explodir nacionalmente, o BRB passou anos operando no modo sobrevivência. Nas gestões de José Roberto Arruda e Rodrigo Rollemberg, o banco manteve atuação limitada, sem protagonismo no mercado financeiro e sem projeto claro de expansão nacional. Faltou estratégia, ousadia e decisão política para transformar o BRB em ativo competitivo. O contraste com o que viria depois ajuda a entender por que crescimento de verdade tem origem em gestão — e não em discursos reconstruídos a posteriori.
PSD em ebulição: troca de comando à vista
Nos bastidores do xadrez partidário do DF, o presidente do PRD, Lucas Kontoyanis, recebeu convite para assumir a presidência do PSD no lugar do empresário Paulo Octávio. PO teria se incomodado com o lançamento do ex-governador José Roberto Arruda pela legenda e, por isso, não deve permanecer no comando. A movimentação aponta para uma troca de direção com impacto direto no planejamento eleitoral do partido.
Plantas venenosas: o BBB da blogsfera política
No BBB da política do DF, Lucas Kontoyanis já ganhou um apelido nada sutil nos bastidores: “fabricador de plantas” da blogsfera. Segundo fontes, ele seria um dos campeões na “plantação” de novos sites, criando páginas em série para jogar o jogo da influência digital, e só perderia nesse ranking para um amigo que, dizem, já acumula mais de 60 domínios registrados. Bastidor é bastidor.
A escolha que convém
Nos bastidores, todos sabem que Lucas é o nome que faz a ponte entre deputados e seus interesses. No PSD, ele pode tanto barrar deputados distritais que não concordam com a candidatura de Arruda quanto se tornar a peça-chave de uma costura com outro nome que venha a ser apoiado por ele. Isso porque, mesmo com eventual registro de candidatura, questionamentos jurídicos podem surgir na fase de impugnação ou durante o processo eleitoral.
Fake com verniz: o perigo de ler a informação errada
Nos bastidores, o que se comenta é que a fábrica de sites para pautar a política com a “verdade que convém” está aberta.
Assessor-ponte: a praga que trava governo
O que mais tem em governo é aquele assessor que se coloca no meio da articulação, ouve os acordos, participa das conversas e depois… barra as ordens do próprio chefe. É o famoso “dono do corredor”, que se acha mais importante que secretário e mais estratégico que deputado.
Estratégia velha, nojenta e conhecida
É uma tática antiga, repetida e asquerosa: o sujeito se alimenta de informação, vira filtro, controla acesso e começa a decidir quem entra e quem sai. Não trabalha para o governo, trabalha para si mesmo e ainda usa a máquina como escudo.
A urna responde sem piedade
Só que tem um detalhe que eles sempre esquecem: a conta chega. No fim, quem decide é o povo. E as urnas dão aquela resposta básica, seca e definitiva. Porque em Brasília até dá pra segurar pauta… mas ninguém segura voto.
