A rede pública de saúde do Distrito Federal registrou um avanço expressivo na realização de cirurgias eletivas em 2026. Entre janeiro e julho, foram realizados 36.442 procedimentos, um crescimento de 35,89% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os números divulgados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) representam mais de 9,6 mil cirurgias adicionais e refletem a ampliação da capacidade de atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Distrito Federal também apresentou destaque nacional. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o DF registrou crescimento de 31% na realização de cirurgias eletivas no primeiro semestre, enquanto a média nacional ficou em 8%.
O resultado é atribuído à ampliação dos atendimentos na rede pública, à contratação complementar de serviços hospitalares e às ações do programa Opera DF, criado para acelerar procedimentos e reduzir as filas de espera.
Julho registra maior número de cirurgias do período
O mês de julho apresentou o maior volume de procedimentos do balanço divulgado pela Secretaria de Saúde, com 6.153 cirurgias realizadas.
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Considerando os sete primeiros meses do ano, a média mensal chegou a aproximadamente 5.206 procedimentos.
A expansão da capacidade cirúrgica envolve diferentes especialidades médicas e busca atender pacientes que aguardam intervenções programadas, muitas vezes após meses ou anos na fila.
Tempo de espera diminui em especialidades médicas
Um dos principais resultados apresentados pela Secretaria de Saúde é a redução do tempo de espera para determinados procedimentos.
Na cirurgia de varizes bilateral, por exemplo, a espera informada caiu de 1.046 para seis dias. A quantidade de pacientes aguardando o procedimento passou de 1.296 para quatro.
Na tireoidectomia parcial, cirurgia para retirada de parte da glândula tireoide, o tempo de espera diminuiu de 889 para 45 dias.
Já na tireoidectomia total, a redução foi de 721 para 108 dias.
Outro avanço ocorreu na fila para ressecção de próstata, que passou de 193 para 47 pacientes.
Na vasectomia, o indicador de espera divulgado pela Secretaria de Saúde caiu de 172 dias para zero.
Apesar dos resultados, a redução das filas em determinadas especialidades não significa que todos os pacientes do Distrito Federal estejam sendo atendidos imediatamente. Outras áreas continuam apresentando demanda reprimida.
Programa Opera DF amplia a oferta de procedimentos
O programa Opera DF tem sido uma das principais estratégias utilizadas pelo Governo do Distrito Federal para ampliar a realização de cirurgias e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
A iniciativa combina o fortalecimento da estrutura pública de saúde com a contratação complementar de serviços em hospitais privados.
De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Saúde, desde 2025 o programa contabiliza 27.371 procedimentos ambulatoriais e 30.688 cirurgias de maior complexidade com internação.
O governo também promoveu ajustes nos valores de complementação da tabela do SUS, buscando ampliar a participação de unidades hospitalares na realização de procedimentos especializados.
Entre as áreas contempladas estão ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e cirurgia geral.
Celina Leão anuncia R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas
Durante agenda em Planaltina, na quinta-feira (8), a governadora Celina Leão (PP) anunciou a destinação de R$ 50 milhões para ampliar a realização de cirurgias ortopédicas no Distrito Federal.
Segundo a governadora, aproximadamente quatro mil pacientes aguardam procedimentos nessa especialidade.
O investimento anunciado tem como objetivo ampliar a oferta de intervenções em joelhos, quadris, coluna e outras condições que exigem tratamento cirúrgico.
A Secretaria de Saúde também apresentou planejamento para a realização de 3.166 novas cirurgias ortopédicas.
A execução dos procedimentos dependerá da organização da rede, da disponibilidade de equipes médicas e da capacidade dos hospitais responsáveis pelos atendimentos.
Redução das filas continua sendo desafio para a saúde pública
Mesmo com o crescimento registrado nos primeiros sete meses de 2026, a rede pública de saúde do Distrito Federal ainda enfrenta desafios relacionados à demanda por cirurgias especializadas.
A manutenção do ritmo de atendimentos depende da disponibilidade de profissionais, leitos hospitalares, centros cirúrgicos, equipamentos e recursos financeiros.
Além disso, especialistas em gestão hospitalar consideram importante acompanhar não apenas a quantidade de procedimentos realizados, mas também o tempo de espera dos pacientes, a qualidade da assistência e a continuidade do atendimento após as cirurgias.
Os números apresentados pela Secretaria de Saúde indicam uma expansão da produção cirúrgica no Distrito Federal. O desafio agora é transformar esse crescimento em uma redução sustentável das filas, garantindo atendimento aos pacientes que ainda aguardam por uma operação.
