O segundo turno começou a redesenhar as alianças políticas no Distrito Federal. A candidata ao Governo do DF Celina Leão (PP) recebeu, nesta terça-feira (6), o deputado federal reeleito Alberto Fraga (PL) e integrantes do grupo que apoiou José Roberto Arruda no primeiro turno.
No encontro, Celina adotou um discurso de união e deixou claro que pretende incorporar à campanha grupos que estiveram em outros palanques durante a primeira etapa da eleição.
“Não interessa aquele que chegou primeiro ou aquele que chegou agora. Só interessa que todos chegaram e todos serão tratados da mesma forma”, afirmou.
Em outro momento, Celina se referiu diretamente aos participantes como integrantes do grupo político do ex-governador.
“Esse aqui é o seu povo, é o povo do Arruda. Tamo junto”, declarou.
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A candidata também agradeceu a Arruda e disse acreditar que os apoiadores conversaram com ele antes de comparecer ao encontro.
“Agradeci aqui ao governador Arruda, que, claro, todos eles com certeza pediram autorização, falaram que queriam estar aqui”, disse Celina.
A declaração demonstra uma aproximação da campanha com pessoas que estiveram ao lado do ex-governador no primeiro turno, mas não significa, por si só, uma declaração formal de apoio de Arruda à candidatura de Celina.
Fraga muda de palanque no segundo turno
A presença de Alberto Fraga chama atenção pela configuração política do primeiro turno.
Embora seja do PL, partido que integrou a aliança de Celina, o deputado federal esteve politicamente ao lado de Arruda durante a campanha.
Com o início do segundo turno, Fraga passa a integrar o grupo que apoia a candidatura de Celina contra Leandro Grass (PT).
O movimento mostra como as alianças começam a ser reorganizadas depois da definição dos dois nomes que seguem na disputa pelo Palácio do Buriti.
“Meu número é 11”
Celina também aproveitou o encontro para comentar um dado curioso da votação do primeiro turno.
Mais de 26 mil votos para governador foram anulados após eleitores digitarem o número 22. Não havia candidato ao Governo do Distrito Federal concorrendo com essa numeração.
O número 22 é utilizado pelo PL, enquanto Celina disputa o governo com o número 11.
Ao falar aos novos aliados, a candidata fez uma brincadeira.
“O primeiro deles é contar que meu número é 11. E fica fácil: se multiplicar por 2, dá 22”, disse.
O dado, porém, não permite concluir em quem os eleitores que digitaram 22 pretendiam votar.
Disputa entra na fase das alianças
Celina também fez críticas ao PT e a Leandro Grass durante o discurso, elevando o tom político do início do segundo turno.
A candidata terminou o primeiro turno com 825.530 votos, ou 49,93% dos votos válidos. Grass recebeu 569.930 votos, equivalente a 34,47%.
Com a nova etapa da campanha, os dois lados passaram a buscar o apoio de candidatos, partidos e lideranças que ficaram fora da disputa.
A reunião desta terça-feira mostra uma dessas movimentações: parte do grupo que esteve com Arruda no primeiro turno agora se aproxima do palanque de Celina.
Ao receber os novos aliados, a candidata resumiu a estratégia que pretende adotar nesta fase da eleição: “Não interessa aquele que chegou primeiro ou aquele que chegou agora. Só interessa que todos chegaram”.
