Os usuários do transporte público do Distrito Federal podem enfrentar uma paralisação dos ônibus a partir da próxima segunda-feira (28). Os rodoviários aprovaram, por unanimidade, a realização de uma greve geral durante assembleia da categoria realizada no domingo (20).
A paralisação, no entanto, ainda pode ser evitada. O Sindicato dos Rodoviários afirma que permanece aberto à negociação e aguarda uma proposta antes da data prevista para o início do movimento.
O impasse envolve principalmente o reajuste dos salários e a renovação do acordo coletivo de trabalho. Segundo representantes da categoria, as negociações com as empresas do setor vêm sendo realizadas há meses, mas ainda não houve entendimento.
Os trabalhadores reivindicam reajuste que considere a inflação acumulada desde a última correção salarial, além de aumento real.
Categoria quer manter benefícios
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A pauta apresentada pelos rodoviários não se limita aos salários. A categoria também busca renovar cláusulas do acordo coletivo anterior relacionadas às condições de trabalho e aos benefícios dos funcionários.
Entre os pontos reivindicados estão a manutenção da jornada de seis horas corridas, tíquete e cesta-alimentação, assistência médica e odontológica e adicional por tempo de serviço.
A situação dos cobradores também está entre as preocupações. Os trabalhadores defendem a manutenção dos empregos desses profissionais diante das mudanças implementadas no sistema de pagamento das passagens dos ônibus do DF.
Greve ainda pode ser evitada
Apesar da decisão tomada em assembleia, a paralisação não é considerada irreversível. O sindicato sinaliza que um acordo firmado ao longo desta semana poderá evitar o início da greve na segunda-feira.
Até o momento, também não foram divulgadas informações sobre quantos ônibus poderiam deixar de circular, quais linhas seriam afetadas ou como funcionaria o transporte coletivo caso a paralisação seja efetivamente iniciada.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou, durante agenda no Gama, que o governo está disposto a dialogar, mas contestou a pressão por reajuste neste momento de período eleitoral.
O Sindicato dos Rodoviários, por outro lado, atribui a decisão às negociações trabalhistas e à falta de um acordo para atender às reivindicações da categoria.
Com a greve marcada para 28 de setembro, os próximos dias serão decisivos para saber se haverá acordo ou se os rodoviários iniciarão a paralisação.
Para os passageiros, a orientação é acompanhar as atualizações sobre as negociações antes da próxima segunda-feira.
