O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avançou em sua agenda de sustentabilidade ao assinar, nesta terça-feira (1º), um acordo para compensar integralmente seu consumo anual de energia elétrica por meio da geração solar.
A parceria envolve a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). A energia será produzida pela nova usina fotovoltaica instalada no Catetinho, no Distrito Federal.
Participaram da cerimônia o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; o presidente da CEB, Elie Chidiac; e o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.
Usina recebeu investimento de R$ 15,8 milhões
Construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap, a unidade fotovoltaica do Catetinho recebeu investimento de R$ 15,8 milhões e possui 5.628 painéis solares.
A usina tem potência instalada de 4,024 megawatts-pico e capacidade estimada para produzir 7,7 milhões de quilowatts-hora por ano.
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A energia gerada complementará a produção da unidade solar já instalada na sede do TSE, que possui aproximadamente 1 megawatt de potência. Juntas, as duas estruturas permitirão compensar 100% da eletricidade consumida anualmente pelo Tribunal.
Eleições de 2026 serão marco sustentável
O projeto ganha relevância especial por causa da proximidade das Eleições de 2026. Este será o primeiro pleito em que todo o consumo anual de energia elétrica do TSE será compensado por geração solar.
Além de ampliar a participação de fontes renováveis na Administração Pública, a iniciativa pode reduzir despesas com eletricidade e melhorar a eficiência energética do órgão.
A compensação não significa necessariamente que o TSE será abastecido diretamente e exclusivamente pela usina em todos os momentos. A energia produzida será inserida no sistema elétrico e convertida em créditos, utilizados para compensar o consumo do Tribunal.
Obras estão 98% concluídas
As obras da usina do Catetinho começaram em maio e já atingiram 98% de execução. A conclusão está prevista para ocorrer em breve.
Com a iniciativa, o TSE reforça sua política ambiental e amplia o uso de energia limpa em suas atividades. O projeto também demonstra como investimentos em tecnologia podem combinar economia de recursos públicos, eficiência administrativa e redução dos impactos ambientais.
