A Coreia do Norte realizou novos testes de mísseis hipersônicos, supervisionados pessoalmente pelo líder Kim Jong Un, em mais um movimento que reforça o poderio militar do regime e aumenta a tensão geopolítica no Leste Asiático.
De acordo com informações divulgadas pelo próprio governo norte-coreano, os testes fazem parte de um programa estratégico voltado ao fortalecimento da capacidade de dissuasão do país. Kim Jong Un classificou o atual cenário internacional como uma “crise geopolítica”, argumento utilizado para justificar a aceleração do desenvolvimento de armamentos avançados.
Os mísseis hipersônicos testados seriam capazes de atingir altas velocidades e realizar manobras durante o voo, características que dificultam a interceptação por sistemas de defesa tradicionais. Esse tipo de tecnologia é considerado um dos focos centrais da corrida armamentista global, envolvendo potências militares.
A ação gerou reação imediata na região. Países vizinhos e aliados dos Estados Unidos acompanham o avanço do programa militar norte-coreano com preocupação, diante do risco de escalada de tensões e instabilidade na península coreana.
O episódio ocorre em meio a um histórico de sanções internacionais impostas à Coreia do Norte, motivadas pelo desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos. Apesar das restrições, o regime de Pyongyang mantém o discurso de soberania e defesa nacional como justificativa para os testes.
Analistas internacionais avaliam que a supervisão direta de Kim Jong Un tem caráter simbólico e estratégico, sinalizando tanto para o público interno quanto para a comunidade internacional que o país não pretende recuar em seus projetos militares, mesmo sob pressão diplomática.
O avanço do programa de mísseis da Coreia do Norte reforça o clima de alerta na região e mantém o país no centro das discussões sobre segurança internacional, não proliferação de armas e estabilidade geopolítica.
