Com a chegada do verão e das altas temperaturas, os pets também sofrem os impactos do calor intenso. Sede excessiva, respiração ofegante fora do normal e língua constantemente para fora são sinais claros de que o animal está tentando regular a própria temperatura corporal. O cuidado deve ser redobrado, especialmente com cães de focinho curto, que apresentam maior risco de superaquecimento.
Além do desconforto térmico, o calor pode agravar problemas de saúde, aumentar o risco de desidratação e favorecer a proliferação de parasitas como pulgas e carrapatos. Por isso, adotar cuidados específicos durante a estação é essencial para garantir que os pets aproveitem o verão com saúde, segurança e bem-estar.
Segundo o médico-veterinário Claudio Rossi, gerente técnico da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal, algumas atitudes simples fazem toda a diferença no dia a dia dos tutores.
Horário certo para os passeios
Evite passear com o pet entre 10h e 16h, quando o sol está mais forte. Prefira os períodos mais frescos do dia e leve sempre água para hidratação. Um teste simples ajuda: toque o asfalto com a mão. Se estiver quente para você, também estará para as patas do cão, podendo causar queimaduras nos coxins.
Protetor solar também é cuidado
Cães podem sofrer queimaduras solares, principalmente aqueles de pelagem clara ou com pouca cobertura de pelos. O uso de protetor solar veterinário é indicado em regiões sensíveis, como focinho, orelhas, barriga e ao redor dos olhos.
Alimentação e hidratação reforçadas
Nos dias quentes, é comum que os pets apresentem menos apetite. Ofereça a alimentação em locais frescos e mantenha água sempre disponível. Pedras de gelo ou água levemente gelada ajudam a refrescar. Uma alternativa criativa é congelar água — ou água saborizada com frutas permitidas — para que o animal lamba aos poucos.
Brinquedos e petiscos refrescantes
Brinquedos resfriados no congelador e petiscos feitos com alimento úmido congelado ajudam a entreter e aliviar o calor. Frutas como banana, maçã, mamão e melancia, batidas com água ou água de coco, podem virar picolés naturais para os pets, desde que já façam parte da alimentação habitual.
Atenção à temperatura corporal
Cães não transpiram como os humanos, o que aumenta o risco de hipertermia. Nunca deixe o animal sozinho em carros ou ambientes fechados. Em quintais, é indispensável garantir sombra permanente e acesso à água fresca. Tapetes gelados, toalhas úmidas resfriadas no freezer e garrafas congeladas envoltas em tecido ajudam a reduzir o calor.
Banhos com mangueira, piscinas próprias para cães ou até bacias com água fresca também são boas opções, assim como o uso de ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado em dias extremos.
Ao notar sinais como respiração muito intensa, salivação excessiva, fraqueza, cansaço, pele muito quente ou dificuldade para andar, a orientação é procurar atendimento veterinário imediato.
Proteção contra pulgas e carrapatos
O verão é o período de maior reprodução de pulgas e carrapatos. O controle deve ser redobrado, envolvendo tanto o animal quanto o ambiente. O uso regular de produtos ectoparasiticidas, aliado ao controle ambiental com produtos específicos, é fundamental. A orientação de um médico-veterinário garante o manejo mais seguro e eficaz.
Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença para que cães e gatos atravessem o verão com mais conforto, saúde e alegria ao lado da família.
