Vai ser necessário um notável esforço de garimpagem para se descobrir um candidato a presidente para a eleição de 2018 que possa se encaixar no perfil desejado pelo país depois da Lava Jato.
Será um garimpo sem ouro. Porque o ouro foi embora. Não haverá o metal da alquimia em 2018. Quem o tiver, o esconderá.
Não mais se verá o Vaccari com sua angustiada fisionomia, atrás dos empresários e a sua eterna mochila de arrecadação.
Não mais se verão os rapazes da banda do PDSB com olhar sôfrego, atrás de sua parte nesse latifúndio (aliás, é bom avisar que a fonte mineira também secou).
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Não haverá juiz eleitoral, até nos municípios mais afastados da Zona da Mata de Pernambuco, que não queira imitar a bem sucedida e brilhante carreira de Sergio Moro.Todos serão Sergio Moro no judiciário severino.
Não haverá empreiteira amiga para bancar campanha de ninguém. Todos estarão cumprindo pena. Que pena!
Em vez de voluptuosas obras hidroelétricas, nucleares, portos, navios e ferrovias, sobraram os contratos de recolhimento de lixo e de serviços de informática. Que pobreza!
As campanhas serão franciscanas, mesmo porque nem as obras do Rio São Francisco foram concluídas.
Restou uma Serra Pelada onde não mais existe sequer a saudade do ouro. Digno de dó.
O futuro presidente de 2018 virá da terra devastada.

