O governo do RJ retoma nesta quarta o projeto Ônibus Lilás, que levam informações sobre prevenção à violência contra a mulher e prestam atendimento às vítimas. A partir de quarta-feira (16), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), por meio da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, reativa a agenda itinerante. O primeiro município a ser contemplado é Mesquita, nesta quarta, seguido de Barra Mansa (dia 22), Volta Redonda (22), Paraíba do Sul (23), Itaocara (25) e Rio de Janeiro – Praça XV (31).

Pintados na cor lilás, os ônibus são equipados com salas fechadas para garantir privacidade às mulheres, com modelo de atendimento multidisciplinar para vítimas de violência. No local haverá uma psicóloga, uma assistente social e uma advogada em esquema de plantão para atendimentos que se fizerem necessários.

Os ônibus estarão estacionados em praças públicas, das 10h às 15h. A programação vai contar ainda com palestras na área externa, sob o toldo do Ônibus Lilás, com capacidade para 20 pessoas.

Outubro rosa

A ação marca ainda a adesão da SEDSODH ao movimento Outubro Rosa, que alerta as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero. Durante este mês, a ação também levará informações sobre a campanha.

Feminicídios no Estado do Rio

De acordo com dados da Polícia Militar, em 2018 foram registrados 71 feminicídios e 288 tentativas, 66% dos casos ocorreram dentro das residências das vítimas e 56% dos crimes tiveram como autores companheiros ou ex-companheiros. A Baixada Fluminense lidera o ranking da violência, com 23 casos de feminicídios e 73 tentativas no ano passado.

Nos primeiros quatro meses de 2019, a PM recebeu quase 22 mil chamados referentes à violência contra a mulher, mas apenas 16% desses tiveram registro nas delegacias. A ‘Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida’, um programa do governo do estado para combate à violência doméstica, destaca que 77% das ocorrências relativas à violência contra as mulheres são interrompidas pela vítima no próprio local do fato.

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