Delegadas contaram detalhes sobre a operação "Marias", realizada em todo o Estado

Pelo menos 83 agressores de mulheres – incluindo oito suspeitos de abusar sexualmente de crianças e adolescentes – foram presos nos últimos dois dias em Minas Gerais durante a megaoperação “Marias”, deflagrada pela Polícia Civil para combater a violência contra o sexo feminino.

Pelo menos outras 17 pessoas investigadas por crimes relacionados a Lei Maria da Penha – como descumprimento de medidas protetivas e ataques contra mulheres -, estão sendo procuradas em todo Estado. Conforme a polícia, a ação teve início na terça-feira (26) e prossegue ao longo desta quarta-feira (27). Por isso, o balanço final só será divulgado no fim do dia.

No total, mil investigadores e delegados foram às ruas para cumprir 470 ações de violência doméstica. Dentre essas ações, segundo a instituição, estão cumprimentos de mandados de prisão, de busca e apreensão e verificação de descumprimento de medidas protetivas.

A operação, que aconteceu simultaneamente em todas as regiões mineiras, foi realizada em referência ao Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado na última segunda-feira (25).

Violência

Em Belo Horizonte, até o momento, a Polícia Civil prendeu quatro agressores de mulheres por meio de mandados de prisão, dois em flagrante e cumpriu três mandados de busca e apreensão.

A Delegacia de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente também participou da megaoperação e, na capital, deteve oito suspeitos de violência sexual e abuso infantil. Deste total, sete foram presos em flagrante e um por mandado de prisão expedido pela Justiça mineira.

De acordo com a delegada Elenice Cristine Batista, a instituição está empenhada em punir os agressores e estupradores, além de coibir essas modalidades de crime no Estado.  Segundo a investigadora, dentre os presos na operação, estão homens com idades que variam de 18 a 75 anos.

A delegada Bianca Prado, de Santa Luzia, destacou que mulheres também foram detidas durante a ação. “Tem o caso de uma filha, de 43 anos, que agredia a própria mãe, de 65 anos. Essa agressora, inclusive, é suspeita de homicídio e, também, de maltratar os filhos portadores de necessidades especiais”, contou.

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