Sob nova direção, clima deve esquentar na Câmara Legislativa em 2019

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Foto: Reprodução

Por Renata Poli e Cris Oliveira

1º de janeiro de 2019 é a data da Sessão Legislativa para posse da 8ª Legislatura da CLDF e, consequentemente, a eleição da nova Mesa Diretora que irá comandar o Poder Legislativo pelos próximos dois anos.

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa. Compõe-se de Presidente, Vice-presidente, Primeiro Secretário, Segundo Secretário e Terceiro Secretário, bem como de três suplentes de Secretário. O mandato da Mesa Diretora é de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente, no segundo biênio da legislatura.

Fato inédito na eleição de 2018, dos atuais 24 parlamentares, apenas 8 obtiveram êxito no pleito e se reelegeram, proporcionando uma renovação de 70% na Casa. Dos atuais dirigentes da Mesa Diretora da CLDF, apenas o 2° Secretário, o deputado distrital Robério Negreiros (PSD), continuará na próxima legislatura, o que garante ao deputado a honra de empossar os demais parlamentares.

O clima de festa deve durar pouco, já que a eleição aos cargos da Mesa Diretora será, também, no dia 01/01, após a posse dos parlamentares. É sabida a importância de se ocupar um cargo na Mesa Diretora em vista de negociação de espaços futuros no Poder Executivo, como também para se obter uma maior visibilidade junto à sociedade, caso se consiga implementar medidas de economia com austeridade e boa gestão. Entretanto, nem tudo são flores, pois pode acontecer inversamente o contrário e o desgaste ser incalculável.

 

Entenda como ocorre a eleição na CLDF

 

Já estão em conversas bastante adiantadas, as negociações para a formação dos blocos partidários, que precisam, no mínimo, de 3 partidos. Com dois parlamentares temos:  AVANTE, PT, PDT, PSB, PROS e PRB; os demais partidos: PR, PRP, PTC, PSOL, PHS, PODE, NOVO, REDE, MDB, PSD, PSC e PP têm apenas 01 parlamentar.  Tradicionalmente, a eleição é feita para que cada um possa indicar o seu candidato à Mesa. Porém, caso não haja consenso, blocos maiores poderão ter mais de um representante, já que a eleição é feita de forma proporcional.