Conterrâneo do ex-ministro, Dias  afirma que ainda não conversou com o juiz depois da saída dele do governo e que não pretende “incomodá-lo” neste momento. “Esse é um momento de reflexão que ele vai fazer sobre sua opção de vida. Não sei se será política ou não. As decepções, às vezes, orientam decisões. E o Moro, hoje, certamente deve estar alcançado por uma profunda depressão”, afirmou.

Enquanto ministro da Justiça, Sergio Moro manteve popularidade mais alta que o próprio presidente da República, o que causava incômodo entre auxiliares de Bolsonaro. No Palácio, não são poucos os que vislumbraram em Moro uma intenção de alçar voos mais altos e ser candidato à Presidência, o que significaria entrar em confronto direto com Bolsonaro em um futuro próximo. Mas é uma hipótese que não pode ser desconsiderada.

Ao anunciar o pedido de demissão, Moro afirmou que vai descansar e, mais adiante, procurar um emprego. “Sempre vou estar à disposição do país”, reforçou. A declaração vem sendo tratada como uma sinalização de que Moro pode, de fato, entrar na política. “Para prestar serviços ao país você não precisa, necessariamente, ficar na política. Mas fica o indicativo”, incentiva Alvaro Dias.