Apesar de as pesquisas brasileiras amargarem um corte histórico em aplicações e bolsas de estudos – que chegaram a 42% só no Ministério de Ciência e Tecnologia em 2019, para os estudos que ocorrem na Antártica não houve perdas. O volume total de recursos investidos pelo governo chegou à casa dos R$ 18 milhões.

Só em novos equipamentos, considerados os mais modernos entre os países que possuem estações de pesquisa na Antártica foram investidos R$ 2 milhões. A compra de um equipamento chamado liofilizador foi uma das mais festejadas.

Com ele, a partir de agora, os pesquisadores da área de biologia poderão transformas as amostras de pesquisas sólidas em gasosas, e depois em pó, o que vai facilitar o transporte do material.

“Uma das dificuldades que a gente tinha era o transporte de amostrar para o Brasil. Você vê que alguns navios suspendem da Antártica só vão chegar no Brasil em abril, e algumas amostras não sobrevivem a esse transporte. Elas tem de ser tratadas o mais rápido possível. E eu liofilizando a amostram ela fica inerte e vai durar todo o tempo do transporte”, conta o professor Paulo Câmara.

Outro equipamento festejado é a Amufla, uma espécie de forno usado nas pesquisas de biologia molecular. A partir de agora, o DNA das amostras poderão ser extraídos, permitindo que etapas de pesquisa que antes não podiam ser feitas possam ser desempenhadas.

A primeira amostra de DNA coletada foi do ar antártico. Para testar, ela foi extraída.

“Pela primeira vez já temos a primeira mostra de DNA extraída na Antártica. Daqui, é sequenciar e escrever o artigo”, comemora Câmara.

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