O mês de junho é geralmente o mais frio do ano em muitas regiões brasileiras, principalmente no Sudeste e no Sul. O inverno costuma propiciar alguns dias gelados, que chegam a marcar 0°C. Em São Paulo, no ano passado, essa foi a temperatura registrada na Capela do Socorro, bairro da zona sul da cidade. É a partir deste mês também que muitos turistas paulistanos vão ao interior do estado ou a regiões próximas em busca de destinos que combinem com o frio.

Cidades como Campos do Jordão e São Francisco Xavier lotam de turistas nos finais de semana e feriados, além de outros menos explorados, como Paranapiacaba, Americana e Holambra. Há ainda municípios fluminenses (Petrópolis), paranaenses (Curitiba, Morretes, Paranaguá) na lista de lugares para passar alguns dias de frio, mas os destinos mineiros (Poços de Caldas, Pouso Alegre, Monte Verde) estão entre os preferidos — principalmente pela proximidade.

No inverno, algumas cidades do Sul de Minas Gerais registram marcas abaixo de zero — caso de Monte Verde, em Camanducaia, que em 2016 chegou a marcar -2,9°C. O município de Maria da Fé, não muito distante, registrou uma temperatura de -3,7°C na mesma época. Além do frio intenso, os ventos em Minas Gerais produzem uma sensação de temperaturas ainda mais baixas.

Estruturada para receber “turistas do frio”, Monte Verde (484 km de São Paulo indo pela rodovia Fernão Dias — o tempo de viagem diminui para quem tem dispositivos de pedágio automático) decidiu investir nos últimos anos no ecoturismo: trilhas, passeio de bicicleta, quadriciclo ou jipe e até voos em monomotores permitem conhecer a região por meio da natureza.

A grande atração ecológica, no entanto, é o Parque Verner Grinberg, onde estão situados os picos mais altos do sul mineiro: Chapéu do Bispo, Pedra Redonda, Pedra Partida, Platô e Pico Selado — quem chega ao topo da Serra da Mantiqueira avista de lá não apenas o centro de Monte Verde, mas também Campos do Jordão e outras cidades do Vale do Paraíba.

Na zona urbana, no entanto, é possível encontrar vistas naturais tão espetaculares quanto a do alto do pico, muito por causa da altitude de 1,5 mil metros em relação ao nível do mar: no Mirante do Aeroporto, por exemplo, uma pista de pouso com um hangar, os turistas costumam tirar a maioria das fotografias de Monte Verde, rivalizando apenas com a Roda D’Água, um espelho que a água do lago faz e que reflete a imagem das montanhas e do céu.

As famílias que visitam a região também procuram pelo Orquidário, que possui 1,5 mil espécies da flor, além de 150 espécies de plantas carnívoras, sem contar as bromélias, cactos, suculentas e plantas exóticas que ficam expostas o ano todo ali. Já os casais mais jovens preferem circular pela Avenida Monte Verde, onde se encontram os principais restaurantes, bares, shoppings (Galeria Suíça e Galeria Celeiro), locais com boas opções de lojas, cervejarias e chocolaterias da vila, ou visitarem a Gressoney, uma das charmosas fábricas de chocolate locais.

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