Opresidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que está do lado do povo de Hong Kong. A declaração foi feita após a esmagadora vitória de candidatos pró-democracia nas eleições de domingo (24) para os conselhos distritais locais. Apesar dos ganhos obtidos, continua alta a tensão na região.

 

O presidente americano disse esperar que as coisas em Hong Kong deem certo e que acredita que isso irá ocorrer. Ele afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, é capaz de fazer com que isso aconteça. Declarou ainda que conhecendo ele, isso é o que o líder chinês gostaria de fazer.

Donald Trump não mencionou, entretanto, se vai assinar ou não um projeto de lei que apoia as demandas de Hong Kong por democracia. O lado americano se encontra atualmente em meio a negociações para um enorme acordo comercial com a China.

Pequim criticou a legislação, advertindo Washington a ficar fora de seus negócios domésticos.

A chancelaria chinesa exige que os EUA impeçam o projeto de se tornar lei.

Pequim não comentou diretamente os resultados do pleito de domingo, mas continua a alegar que as atuais tensões em Hong Kong são causadas por interferências externas.

Representantes da Universidade Politécnica de Hong Kong estão pedindo aos manifestantes que ainda estiverem escondidos no campus que deixem o local.

Mais de mil pessoas que estavam protestando contra o governo e ocuparam a instituição foram presas. O vice-presidente da universidade e outras autoridades informaram nessa terça-feira (26) que cerca de 50 integrantes da equipe haviam vasculhado o campus, mas que apenas conseguiram encontrar uma mulher jovem em estado fragilizado. Eles também disseram que a condição sanitária do local havia se deteriorado.

A universidade deve continuar as buscas nesta quarta-feira.

As forças pró-democracia estão aumentando a pressão sobre o governo de Hong Kong, depois que os candidatos que defendem o movimento conquistaram vitória esmagadora nas eleições para os conselhos distritais.

Ontem, a chefe do Executivo, Carrie Lam, deu a primeira entrevista desde que os eleitores foram às urnas. Ela se recusou a ceder às demandas dos manifestantes, que incluíam a realização de eleição direta para o seu lugar.

Com informações da Agência Brasil

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