es.sig.ni.fi.car. Eis um verbete capaz de descrever a ação da professora de língua portuguesa Lúcia Luli ao atribuir um novo significado à trágica experiência de perder um jovem filho, além de dois estudantes. “Apesar da angústia, sabia que algo precisava ser feito, não podia mais perder meninos para as drogas”, relata Lúcia.

Criativa, a professora passou a utilizar a música como recurso no processo de ensino-aprendizagem em eventos como saraus e as festividades do Dia da Consciência Negra. Logo, conquistou os alunos do Centro de Ensino Fundamental 312 de Samambaia.

Mas ainda faltava o básico: os instrumentos musicais para uso dos estudantes. Foi então que a professora Lúcia teve a ideia de escrever para o programa Caldeirão do Huck e fazer o pedido. Como canta Gilberto Gil, “a fé não costuma falhar”. A carta foi atendida.

Da experiência, guarda os bons momentos em que seis estudantes tocaram com a banda Jota Quest, no palco do programa vespertino, e a chegada do caminhão com os instrumentos na escola.

A criação de um espaço com acústica adequada e ar-condicionado foi possível graças ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) para a reforma. O secretário de Educação, Rafael Parente, entrou em ação e viabilizou um professor de música para atender os estudantes integralmente.

Foto: Luis Tavares/Secretaria de Educação/Agência Brasília
Lúcia Luli: seu nome batiza a sala, por sugestão dos alunos

“A música está relacionada ao desenvolvimento de todas as dimensões humanas, como a arte, a estética, a psicomotricidade. Aprende-se ao interpretar a letra de uma canção, ao compreender as notas musicais. A música é uma potente ferramenta pedagógica”, elogiou Rafael Parente, que esteve (6/6) na inauguração da Sala de Música.

A fé não costuma falhar

“Sessenta estudantes participam da oficina de música e com o avanço nas habilidades musicais, outros estudantes passam a fazer parte do projeto”, explica a diretora Bete Ferreira.

De acordo com o professor que passou a atuar no projeto, Tahian Dessano, o primeiro passo foi trabalhar a consciência musical dos alunos a respeito da qualidade do que escutam. “Quanto menos mediocridade, mais evolução”, acredita.

O professor ainda destaca o entusiasmo dos participantes como um estímulo para a continuidade do projeto. “Eles são comprometidos e estão se sentindo mais reconhecidos e valorizados”, comemora.

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