Antônio Carvalho: “Imagine chegar limpo ao trabalho, as meninas com o uniforme branco! Parece até um sonho” | Fotos: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Moradores do Sol Nascente que têm suas casas à beira da Vicinal 311 – estrada que liga o Setor P Sul de Ceilândia à DF 180 – acordaram nesta sexta-feira (30) com uma boa novidade. Duas escavadoras, uma pá mecânica e dois caminhões do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF) iniciaram o trabalho de asfaltamento de 900 metros da rodovia. O governo investe cerca de R$ 2,5 milhões no trecho, que, ao ser concluído, vai beneficiar centenas de famílias da região.

“A gente nem acreditava que algum dia esse asfalto chegaria. É uma bênção muito grande”, ressalta o vendedor de frutas Hudson Ribeiro de Jesus. Ele estava entre os vários moradores que, curiosos, saíram de suas casas para conferir o início dos trabalhos. “Agora que somos uma cidade legal, esperamos que outras coisas boas venham também, como a água encanada e luz da CEB”, lembra, citando a lei que, sancionada há 15 dias, criou a Região Administrativa do Sol Nascente.

Hudson de Jesus, com as filhas Emily e Priscila, que têm rinite alérgica, comemora: “Com o asfalto, a gente acredita que a saúde delas vai melhorar”

Além de se mostrar satisfeito com a perspectiva da melhoria das condições de tráfego no local, Hudson tem outro motivo para comemorar. Suas filhas Emily Vitória, de 4 anos, e Aline Priscila, de 2, sofrem com doenças respiratórias desde o nascimento. “É poeira demais”, conta. “Elas têm bronquite asmática e rinite. Agora, com o asfalto, a gente acredita que a saúde delas vai mudar”.

Também morador da região, Antônio Carvalho é mais um a manifestar boas expectativas com as obras: “Imagine chegar limpo ao trabalho, as meninas com o uniforme branco! Parece até um sonho”.  Sua família, conta, sofre muito com a sujeira em casa. “É limpando o tempo todo e a poeira suja de novo. Todo mundo está com sinusite. É acabando um antibiótico e correndo para o posto para buscar outro”.

Os trabalhos

Chefe do 2º Distrito Rodoviário do DER-DF, o engenheiro Roberto Lêda resume a complexidade da obra: “Vamos escavar uns 40 cm de toda a extensão, depois compactamos o fundo. Em seguida, teremos pelo menos mais duas camadas compactadas, uma terceira de fresado e outra de brita; só depois, a massa asfáltica”.

Para garantir a qualidade dos serviços, têm sido feitos vários testes, em laboratório, com a terra. “Assim a gente define o que é melhor e como fazer da melhor maneira”, explica Roberto. “É uma rodovia, e temos de garantir a estabilidade de todo o corpo estradal”.

Os trabalhos envolvem 30 servidores do DER-DF, entre técnicos, terceirizados, operadores de máquinas e engenheiros, destacados para a missão. A previsão é usar pelo menos 1.360 toneladas de massa asfáltica. “Foi uma determinação do governador que nos foi passada no dia em que ele esteve aqui com os deputados distritais”, lembra Roberto. “Para que fosse mais ágil, resolvemos fazer tudo de forma direta, com a estrutura do próprio departamento”.

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