Por já ter sido gestor do Hospital Regional da Asa Norte, o experiente médico cirurgião geral Adriano Ibiapina, foi convocado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), para ajudar a salvar do estado  agonizante que passa um dos maiores hospitais de alta complexidade do Distrito Federal.

Há seis dias no cargo, o médico gestor, além de tirar o HRAN do leito de morte, terá também que cuidar e torná-las visíveis à população, que precisa do atendimento médico, as unidades de saúde da Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul e Lago Norte, Sudoeste, Cruzeiro e SAAN.

Com 35 anos de existência, o HRAN, considerado o carro chefe da regional de saúde de Brasília é referência no tratamento de doenças de alta complexidade e o único especializado em queimados do Centro-Oeste.

Nos últimos quatro anos, o hospital da Asa Norte tornou-se um complexo destroçado em cima dos seus 40 mil metros quadrados de área construída.

O mapa da irresponsabilidade salta aos olhos de qualquer cidadão que tem a oportunidade de se deparar com a montoeira de equipamentos entulhados na área térrea do hospital.

São macas e mesas cirúrgicas eletroeletrônicas caríssimas que se deterioram em meio a centenas de outros equipamentos como incubadoras e bisturis elétricos.

A chegada de Adriano Ibiapina, para administrar todo o complexo hospitalar  da Superintendência Regional de Saúde de Brasília, reacendeu a esperança da população que precisa do atendimento eficaz e motivou os mais de três mil servidores que ficarão sob  seu comando.

O ponto de maior concentração do novo gestor será o HRAN por ser uma das maiores emergências de clina médica do DF.  Tem 90 pacientes internados só no pronto socorro.

“O HRAN é a porta de entrada para maior parte de tratamento de doenças que impacta o sistema por receber pacientes de outras regionais que não oferecem a estes atendimentos especializados”, disse o Dr. Ibiapina ao Radar nesta sexta-feira (18). Ele apontou que além de ser número bastante volumoso são pacientes críticos.

Além de clinica médica, o HRAN realiza cirurgia geral e é a única referência no Centro-Oeste em tratamentos de queimados. O superintendente afirmou que a sua meta, que é a mesma do governador Ibaneis, é a de melhorar o atendimento médico na regional de saúde a curto prazo em toda a região.

“Vamos funcionar cem por cento os serviços de cirurgia bariátrica, por ser este hospital o único do Centro-Oeste a fazer o atendimento pelo SUS. ”, disse.

Adriano Ibiapina lembra que na sua gestão anterior, antes do governo Rollemberg, o HRAN realizava cerca de 10 mil cirurgias por ano.

“Hoje, o hospital não chega a fazer 4 mil cirurgias em decorrência da desestruturação dos equipamentos. Temos neste momento 80 leitos bloqueados e o hospital está sem contrato de manutenção há quase dois anos. A central de ar-condicionado não funciona. Há dificuldades estruturais de toda a ordem.

Ele afirmou que o HRAN vai precisar de muito apoio da Secretaria de Saúde e que tem certeza que o novo secretário Osnei Okumoto dará toda as condições de trabalho para alcançar a meta desejada pelo governador.

“As regionais de saúde do DF não possuem autonomia financeira. “Se precisarmos de uma agulha temos que solicitar junto a Secretaria “, explicou.

O médico disse ainda que fez um minucioso diagnóstico da real situação do complexo hospitalar da Regional de Saúde de Brasília, bem como um plano de trabalho, os quais foram encaminhados a SES e que a execução dos serviços já está em pleno andamento nestes poucos dias de gestão.

“Como a gente é da casa tudo isso torna-se facilitador. O apoio do secretário Okumoto tem sido fundamental para tirar o HRAN do estado mórbido que passou nos últimos quatro anos.

O que diz Frejat sobre o Dr. Ibiapina

 O ex-secretário de saúde Jofran Frejat, destacou que a nomeação feita pelo governador Ibaneis Rocha ao escolher o médico cirurgião Adriano Ibiapina, como  superintendente da Região Norte  que abrange o HRAN,  foi uma escolha acertada do governador.

Jofran Frejat, que se encontra em Sao Paulo, disse pelo telefone ao Radar que se derem condições de trabalho para Adriano Ibiapina ele dará a sua contribuição para que a saúde saia do caos.

“É um gestor competente, é um bom cirurgião e sabe ouvir as pessoas como é natural de qualquer médico. Tenho a esperança que se derem condições a ele, Brasília ganha e o governo também”, destacou Frejat.

Frejat disse que há uma frustração, a dele particular,  sobre o que aconteceu com o sistema de saúde público do Distrito Federal que alguns anos atrás era  um a referência no país.

“Se internava do rico aos mais humildes e ninguém se preocupava em ter plano de saúde. De uma hora para outra esse patrimônio do povo  foi degringolando por causa de movimentos de alguns que querem tercerizar o setor. Escrevi uma vez um artigo. que foi publicado no Jornal de Brasilia, onde digo que doença não é negócio. Tem algumas coisas que até pode ser privatizada na saúde, mas na maioria não”, disse Frejat.

Ele afirmou que o paciente tem que ter a chance de ser tratado corretamente sob a garantia do Estado e completou:

“Seguramente nenhum médico tem satisfação ao perder um paciente. Uma pessoa que morre sem o atendimento, para qualquer médico ou profissional de saúde é um sofrimento. É como um artesão que deixa o seu precioso  vaso quebrar. Isso é uma pena.  Fico triste. Fui secretário de saúde do DF por 4 vezes  e sinto que há um quadro que pode  leva o SUS para a morte e junto  com ele os  milhares de cidadãos que precisam da saúde gratuita. Vejo no Dr. Adriano Ibiapina,  que ajudou elaborar o meu programa de  governo, um homem responsável e compromissado com a saúde de todos”, afirmou Frejat

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