Os senadores mineiros Antonio Anastasia (PSDB), Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PSD) ficam em cima do muro sobre a provável indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

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O presidente já adiantou que a decisão está tomada. Contudo, ao contrário de outros senadores, como Simone Tebet (MDB-MS), Alvaro Dias (PODE), Marcos do Val (Cidadania-ES), Mara Gabrilli (PSDB-SP) – todos com manifestações contra a medida – e Major Olímpio (PSL-SP) – favorável -, os senadores de Minas, procurados pela Itatiaia, optaram por não se posicionar antes da oficialização do presidente Jair Bolsonaro e da sabatina na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

“Não dá para confiar na nossa classe política. Temos um milhão de provas com relação a isso. E, sobretudo, em termos de assuntos internacionais, porque os partidos políticos brasileiros não têm uma visão de mundo. A parte que eles dedicam ao plano internacional é assim… ridícula. Não tem uma cultura no Congresso Nacional com relação aos temas internacionais. Então, considerando o nosso jogo político, é muito provável que o nome do Eduardo Bolsonaro seja referendado pelo nosso Senado, o que é uma dupla vergonha para o país”, criticou o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UNB), Pio Pena, em entrevista à Itatiaia.

O professor classifica como lástima a decisão do presidente de indicar o próprio filho para uma função tão importante. “É uma lástima. É uma vergonha não apenas nacional, mas internacional porque isso não existe. Um presidente indicar o próprio filho, de 35 anos de idade, sem credenciais nenhuma em termos de domínio de política externa, de conhecimento de relações internacionais para ser embaixador do Brasil em um dos países mais importantes para a política externa brasileira”, criticou. “Além de tudo ainda tem a questão do nepotismo”.

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