Em Washington (EUA) para participar da primeira reunião formal do governo brasileiro com Donald Trump, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que embora os possíveis acordos entre Brasil e Estados Unidos sejam “abstratos”, o encontro entre Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano vai consolidar a relação entre os dois países.

“Envolve assuntos de cooperação em geral”, comentou o ministro com jornalistas na saída do hotel Blair House, onde a comitiva de políticos brasileiros está hospedada em Washington. “Fora isso existe a ideia de plantar uma relação [com os Estados Unidos] mais sólida para o futuro”.
Ele afirmou ainda que “há uma investigação paralela da Polícia Federal sobre eventual obstrução da investigação do assassinato de Marielle Franco e essa investigação é muito importante e tem contribuído para a elucidação dos fatos”. Ele, entretanto, não entrou em detalhes. Moro considera que a viagem ajudará a aproximar mais as autoridades brasileiras da área de segurança com as americanas, facilitando a cooperação.  “Relações interpessoais fazem diferença e estabelecem confiança mútua, relação entre FBI e Polícia Federal e outras questões na mesma linha”

Recepção em Washington

A comitiva brasileira foi recebida por um grupo de 50 manifestantes em Washington. ativistas americanos e brasileiros organizaram um protesto nos moldes do “ele não”, que marcou a oposição ao candidato do PSL na campanha presidencial no ano passado. No Twitter, o presidente disse que sua visita aos Estados Unidos representa o começo de uma parceria pela “liberdade e prosperidade”.

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(foto: Denise Rothenburg/Esp. CB/D.A Press )
“Pela primeira vez em muito tempo, um presidente brasileiro que não é anti-americano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram”, afirmou na rede social.
O presidente brasileiro ficará hospedado na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. “Nos hospedaremos na Blair House. É uma honraria concedida a pouquíssimos chefes de Estado, além de não custar um centavo aos cofres públicos. Agradecemos ao governo americano a todo respeito e carinho que nos está sendo dado”, acrescentou.
Integram a comitiva brasileira os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
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