20.2 C
Distrito Federal
quarta-feira, 3 junho, 2020

As quentes da política do DF

Robério volta a inovar em participações na CLDF Quando a gente pensa que já viu de tudo, o deputado Robério Negreiros se supera e mostra...
More
    - PUBLICIDADE -

    Déficit primário deverá encerrar 2020 em R$ 540,53 bilhões

    - PUBLICIDADE -


    A recessão provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus deve elevar o déficit primário para R$ 540,53 bilhões em 2020, divulgou há pouco o Ministério da Economia. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, entregue hoje (22) pela pasta ao Congresso Nacional.

    O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública. No relatório anterior, divulgado no fim de março, a pasta previa que o rombo nas contas públicas ficaria em R$ 161,62 bilhões. Na ocasião, o próprio ministério reconheceu que o número era preliminar e não considerava toda a perda de arrecadação originada pela contração da economia.

    No relatório de março, o Ministério da Economia ainda projetava crescimento de apenas 0,02% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para este ano. Somente na semana passada, a estimativa foi atualizada para queda de 4,7% do PIB.

    Ontem (21), a pasta tinha informado que as medidas tomadas até agora pelo governo contra o coronavírus aumentariam o déficit primário em R$ 344,63 bilhões. A nova versão do relatório, no entanto, apresentou piora superior, de R$ 378,91 bilhões. A diferença deveu-se principalmente ao fato de que os números apresentados ontem não incorporavam os R$ 35,34 bilhões da suspensão do pagamento de dívidas dos estados com a União.

    Queda da arrecadação

    A deterioração do resultado primário decorre tanto da queda de arrecadação como do aumento de gastos relacionados ao enfrentamento da pandemia. A nova versão do relatório aponta redução de R$ 111,25 bilhões nas receitas líquidas da União. As principais causas são a revisão para baixo do PIB, responsável pela piora de R$ 63 bilhões na estimativa, e as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos de combate à covid-19 e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito.

    As receitas não administradas, recursos não relacionados a tributos, cairão R$ 16,6 bilhões em relação à previsão apresentada no fim de março. As principais quedas estão relacionadas aos royalties do petróleo, que cairão R$ 6,6 bilhões por causa da redução do preço do barril, e aos dividendos de estatais, que encolherão R$ 3,9 bilhões por causa dos menores lucros das empresas federais e da proibição de que os bancos oficiais distribuam parte dos ganhos aos acionistas.

    Alta nos gastos

    Quanto aos gastos, o relatório prevê aumento de R$ 268,29 bilhões nas despesas obrigatórias e queda de R$ 630 milhões nas despesas discricionárias (não obrigatórias).

    Entre os gastos obrigatórios, a maior alta corresponde aos créditos extraordinários de R$ 220,9 bilhões que financiam o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) e o complemento de renda a trabalhadores com contratos suspensos ou jornada de trabalho reduzida durante a pandemia.

    Os gastos com subsídios e subvenções elevaram-se em R$ 34,86 bilhões, sobretudo por causa do socorro do Proagro a produtores rurais afetados pela seca na Região Sul e das renegociações de financiamentos do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf) para pequenos produtores afetados pela pandemia.

    Comentários

    - PUBLICIDADE -

    Notícias Relacionadas

    - PUBLICIDADE -

    Últimas Notícias

    Missas e cultos liberados em igrejas e templos do DF

    A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, por enquanto, está aberta apenas para visitação. Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília Depois dos shoppings e parte dos comércios, agora...

    Semob prorroga validade de vistorias de ônibus, táxis e aplicativos

    A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) prorrogou a vigência das vistorias de ônibus do transporte público, táxis e aplicativos até 30 de junho,...

    Covid-19: Brasil tem 584.016 casos confirmados e 32.548 mortes

    O balanço divulgado no fim da noite desta quarta-feira (3) pelo Ministério da Saúde trouxe 28.633 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 584.016....

    Pavimentação da DF-285 está perto da conclusão

    A pavimentação de duas faixas de rolamento ao longo de 10,5 km de extensão no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD/DF) segue...

    Cidadãos podem apoiar Ouvidoria-Geral na luta contra a Covid-19

    A Ouvidoria-Geral do DF tem recebido diversos tipos de manifestações relacionadas ao enfrentamento do novo coronavírus. Em geral, são reclamações de estabelecimentos abertos ilegalmente...